O Papa reforçou hoje no Vaticano os seus apelos por uma Igreja “em saída”, alertando as comunidades católicas para os perigos de estarem fechadas em si próprias.

“A Igreja deve ser como Deus, sempre em saída. E quando a Igreja não está em saída, adoece”, assinalou, perante milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro para a recitação da oração do ângelus.

“É melhor uma Igreja acidentada, por ter saído para anunciar o Evangelho, do que uma Igreja doente, por estar fechada”, acrescentou.

Francisco destacou que as comunidades católicas são chamadas a sair dos vários tipos de “fronteiras” que possam existir, para “oferecer a todos a palavra de salvação que Jesus veio trazer”.

“Trata-se de abrir horizontes de vida que ofereçam esperança a quem está parado nas periferias existenciais e ainda não experimentou, ou perdeu, a força e a luz do encontro com Cristo”, apontou.

A reflexão partiu da passagem do Evangelho que é lida nas Missas dominicais em todo o mundo, para sublinhar que “Deus chama todos e chama sempre, a qualquer hora”.

“Deus age assim também hoje: continua a chamar qualquer pessoa, a qualquer hora, para convidá-la a trabalhar no seu Reino. Este é o estilo de Deus, que nós, por sua vez, somos chamados a aceitar e imitar”, indicou o pontífice.

“Ele não está encerrado no seu mundo, mas sai, Deus está sempre em saída, procurando-nos, não está fechado, Deus sai. Sai continuamente em busca das pessoas, porque não quer que ninguém seja excluído do seu projeto de amor”, prosseguiu.

Após a oração, o Papa recordou que, por causa da pandemia, o Congresso Eucarístico Internacional que deveria estar a decorrer em Budapeste foi adiado para setembro de 2021.

Francisco deixou uma saudação à Igreja Católica na Hungria e a todos os que “esperavam com fé e alegria” por este acontecimento eclesial.

“Prossigamos, espiritualmente, o caminho de preparação, encontrando na Eucaristia a fonte da vida e da missão da Igreja”, disse.

A intervenção assinalou ainda o dia da Universidade Católica na Itália, que se celebra hoje.

O Papa encorajou a instituição académica a “sustentar esta importante instituição cultural”, elogiando um projeto que “soube abrir a porta do futuro a muitas gerações de jovens”.

Francisco desejou que a Universidade Católica saiba formar as novas gerações para o “cuidado da dignidade humana e da casa comum”.

(Com Ecclesia)