Mesa redonda inspirada na parábola do Bom Samaritano deu o mote

O Serviço Diocesano da Pastoral Universitária promoveu esta quarta-feira, na Universidade dos Açores, em Ponta Delgada, um encontro com estudantes e agentes da pastoral social da igreja, ligados sobretudo ao voluntariado na área da saúde e da intervenção social.

A mesa redonda subordinada ao lema “#vai e faz o mesmo!”, inspirado nas palavras de Jesus na parábola do Bom Samaritano, foi dirigida pela docente Universitária Magda Carvalho e contou com a participação de Teresa Viveiros, psicóloga e voluntária da Casa de Saúde de Nossa Senhora da Conceição, em Ponta Delgada; Ana Beatriz Raposo da juventude hospitaleira (ligada à Congregação das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus); Carlos Moniz, presidente da Liga dos Amigos do Hospital do Divino Espirito Santo; José Augusto Borges da Cáritas de São Miguel e Mário Gouveia, colaborador da Associação Académica da Universidade dos Açores, departamento de ação social.

Todos partilharam a sua visão sobre o que é ser voluntário e a forma como cada um deve dar-se ao outro.

Magda Carvalho, docente de Filosofia fez uma introdução ao tema centrando-se no conceito de compaixão e desafiou os presentes a serem , cada um à sua medida, como o Samaritano da parábola que se fez próximo de quem não era e ajudou quando ninguém esperava que o fizesse.

“Nesta parábola a ajuda veio de quem menos se esperava; do mais improvável. Ter compaixão do outro é isto: é sofremos com ele, procurarmos ajudá-lo, agindo de forma concreta mesmo quando não o conhecemos. O importante é que saibamos ver que é o nosso mais próximo”, referiu a docente.

“A compaixão é alguém com quem eu sofro, por quem sofro e a quem quero aliviar a dor e o sofrimento, fazendo qualquer coisa concreta nesse sentido”, precisou a investigadora.

Tratou-se de uma iniciativa no âmbito das Jornadas da Juventude que acontecem na nossa Diocese em sintonia com as orientações diocesanas de pastoral e com a preparação do sínodo de 2018 sobre os jovens.

Aberta a todos, esta reflexão foi dirigida sobretudo à comunidade académica, especialmente aos alunos, embora tivessem sido poucos os participantes.

Cada interveniente apresentou a sua experiência pessoal, bem como as dinâmicas que já se encontram implementadas na relação com os outros.

O pe. Paulo Vieira, responsável diocesano pela pastoral universitária, lembrou que estas iniciativas se destinam à comunidade académica e por isso dever ser este o publico presente.

Embora reconhecendo que se trata de uma primeira iniciativa concreta, o sacerdote não deixou de frisar a importância destes encontros e o facto deles se realizarem no coração da Academia açoriana.

“Aquilo que temos a partilhar partilhamos e a nossa intenção é conhecer as actividades em que as pessoas trabalham” por vezes de forma silenciosa mas “ajudando muita gente sofredora”.

O Serviço Diocesano da Pastoral Universitária vai prosseguir este tipo de encontros para cativar jovens do meio académico para uma participação mais ativa na vida da Igreja.