Patriarca de Lisboa lembra “circunstâncias difíceis” em que o Natal é vivido por muitas famílias

D. Manuel Clemente invoca exortação apostólica do Papa Francisco e diz que é um exemplo do “método” de “aproximação” a quem vive em dificuldades.

O patriarca de Lisboa lembrou, na sua mensagem de Natal, as “circunstâncias difíceis” em que este Natal é vivido por muitas famílias e apelou a que “olhemos” para o que se está a passar à nossa volta e “vejamos de que situação, de que periferia, de que marginalidade até, nos temos que abeirar”.

 

Na sua primeira mensagem de Natal como patriarca de Lisboa, transmitida pela RTP na noite desta terça-feira, D. Manuel Clemente identificou como “circunstâncias difíceis” a “precariedade de vida, a dificuldade de trabalho ou a inexistência de trabalho, as dificuldades de saúde, as dificuldades de isolamento” e tudo o que “pesa gravemente sobre grande parte da sociedade”.

 

D. Manuel Clemente referiu-se à exortação apostólica que o Papa Francisco divulgou há cerca de um mês e ao “programa” ou “método” que propôs para atuação dos cristãos e que – em seu entender – pode ser alargado às famílias, às empresas e à vida política nacional e internacional.

 

O “método” que o patriarca considera é “muito concreto e passa, explicou, pela “aproximação” às “dificuldades dos nossos contemporâneos”, “envolvimento” e acompanhamento das situações”. Esse acompanhamento “só por si, ocasiona frutos”, disse também o patriarca, que destacou a importância de “festejar” porque alguma coisa se consegue – “às vezes são vitórias muito simples, são sorrisos que se abriram, são isolamentos que se acompanharam, são circunstâncias que passaram a ser outras, simplesmente porque nós estivemos lá”.

 

“Olhemos à nossa volta, olhemos para a nossa família, olhemos para os nossos ambientes, olhemos para as nossas vizinhanças, que muitas vezes se chamam assim mas realmente já não o são, e então, vejamos de que situação, de que periferia, de que marginalidade até, nos temos que abeirar”, disse.

 

Também o Bispo de Angra apelou a uma nova sociedade, feita a partir de Belém e que não tenha a parte material como finalidade única.

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