Autorização já foi dada formalmente pelo Bispo de Angra.

O Bispo de Angra acaba de autorizar o empréstimo temporário do Resplendor do Senhor Santo Cristo dos Milagres, de junho a finais de outubro deste ano, para integrar a exposição “Splendor Et Gloria” , que se realiza no Museu Nacional de Arte Antiga em Lisboa, informa um comunicado a que o Portal da Diocese teve acesso este domingo.

 

A decisão do prelado diocesano, que já era conhecida há algum tempo, foi reiterada depois de uma reunião que se realizou este sábado, em Ponta delgada, com os responsáveis pelo Santuário do Senhor Santo Cristo; Serviço Diocesano dos Bens Culturais da Igreja e Mesa da Irmandade do Senhor Santo Cristo.

 

“Depois de ouvidas e consultadas diferentes entidades, institucionais, técnicas e particulares, o Bispo de Angra decidiu, em conformidade com o múnus episcopal, autorizar a saída temporária do Resplendor”, adianta o comunicado (Clique aqui »»»).

 

De acordo com o documento, “por ser uma jóia de inegável importância estão garantidos todos os requisitos de segurança para o transporte e permanência em exposição”.

 

 

O Bispo de Angra acompanhará todo o processo de deslocação do Resplendor “desde a saída do Santuário até ao Museu Nacional de Arte Antiga, para o que conta com a colaboração do Santuário do Senhor Santo Cristo dos Milagres”, diz ainda o comunicado emitido pela Diocese de Angra este domingo.

 

“O empréstimo temporário do Resplendor para integrar esta exposição deve ser entendido como um testemunho da importância da devoção ao Senhor, que se vivencia nos Açores, em particular na ilha de São Miguel e que se materializa, entre muitas obras de arte, no Resplendor” diz a nota diocesana.

 

O comunicado sublinha que a presença do Resplendor do Senhor Santo Cristo em Lisboa é testemunha de que “os Açorianos em geral, e os micaelenses em particular, comungam de uma fé repleta de afetos, de uma fé que não se cinge aos bens materiais, mas que os usa para ilustrar a fé em Cristo”.

 

A oposição ao empréstimo desta joia, que integra o tesouro do Senhor Santo Cristo dos Milagres, uma imagem venerada há mais de 300 anos pelos açorianos, tem sido grande junto da sociedade micaelense, tendo-se manifestado em artigos de opinião, numa manifestação silenciosa junto ao Convento da Esperança, no Campo de São Francisco, nas imediações do Santuário e numa petição on line, que conta com pouco mais de duas mil assinaturas.

 

No comunicado emitido esta tarde, a Diocese reconhece a legitimidade da contestação mas adianta que “finalizados os preparativos para o empréstimo temporário do resplendor e tendo existido um tempo próprio para a manifestação da pluralidade de opiniões, é chegado o momento de todos os açorianos, e dos micaelenses em particular, se unirem em nome do Senhor Santo Cristo construindo a unidade na diversidade”.

 

O comunicado diocesano sublinha que “além da sua dimensão religiosa, o Resplendor também tem um valor patrimonial, cultural e histórico que importa partilhar com toda a comunidade humana, seguindo de resto, as orientações da Igreja”.

 

E termina lembrando que o “verdadeiro Tesouro fica na ilha nas orações, nas lágrimas e nos sorrisos de todos aqueles que olham para o Senhor Santo Cristo, como companheiro de viagem da vida, dando força, coragem e esperança”.