XVIII Romaria Quaresmal da Terceira

Rancho de romeiros do Santuário de Nossa Senhora da Conceição sai na próxima quarta-feira

Foto: Rancho de Romeiros de Nossa Senhora da Conceição, Angra (Arquivo)

A 18.ª Romaria Quaresmal da Ilha Terceira começa no dia 11 de março e este ano reúne 28 romeiros, sendo seis novos participantes, três naturais da ilha e três vindos do continente. Caso não tivessem ocorrido os dois anos de confinamento devido à pandemia de Covid-19, esta seria a 20.ª edição da romaria. Os moldes permanecem os mesmos do ano anterior e o percurso já está definido, mantendo-se a opção pelo trajeto que tem dado bons resultados e que continuará a ser utilizado.

As novidades deste ano estão sobretudo nas meditações diárias, conduzidas pelo padre Dinis Silveira, que fará duas partilhas espirituais por dia. O restante tempo será dedicado à caminhada e à oração, seguindo o espírito habitual da romaria – “cada um vai por si e Deus por todos”, como refere o mestre do rancho, Paulo Roldão.

O percurso mantém-se igualmente inalterado: no primeiro dia os participantes partem da Conceição e pernoitam nas Doze Ribeiras; no segundo dia seguem das Doze Ribeiras até à Agualva; no terceiro dia caminham da Agualva ao Porto Martins; no quarto dia, considerado o “dia do deserto”, percorrem o trajeto entre Porto Martins e São Sebastião, com passagem pela chamada Santinha do Mato; e no último dia regressam de São Sebastião à Conceição para encerrar a romaria.

O grupo é composto por romeiros de várias idades, entre os 12 e os cerca de 50 anos, incluindo dois jovens que participam pela primeira vez. Três dos novos elementos vêm do continente e juntam-se aos restantes com o objetivo de viver a experiência espiritual da romaria e integrar-se nas tradições locais.

As intenções das orações seguem as sugestões propostas pelo D. Armando Esteves Domingues, mas os romeiros também rezarão por pedidos que lhes sejam confiados e por temas atuais, como a paz no mundo e o fim dos conflitos que afetam várias regiões. A romaria mantém assim o seu caráter de penitência, reflexão e solidariedade, reforçando os laços comunitários e espirituais que fazem desta tradição um momento marcante na vida da Ilha Terceira.

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