Médio Oriente: Papa fala em “horas dramáticas” e pede fim da violência

Foto: Lusa

O Papa assumiu hoje “profunda preocupação” com a série de ataques no Irão e no Médio Oriente, após intervenção militar dos EUA e Israel, falando em “horas dramáticas”.

“Perante a possibilidade de uma tragédia de enormes proporções, dirijo às partes envolvidas o apelo sincero para que assumam a responsabilidade moral de parar a espiral de violência antes que se torne um abismo irreparável”, disse Leão XIV, desde a janela do apartamento pontifício, após a recitação da oração do ângelus.

Junto de milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro, o pontífice abordou pela primeira vez a onda de ataques dos Estados Unidos e de Israel no Irão, que este sábado provocaram a morte do aiatola Ali Khamanei.

“A estabilidade e a paz não se constroem com ameaças mútuas nem com armas que semeiam destruição, dor e morte, mas apenas através de um diálogo razoável, autêntico e responsável”, disse.

O Papa pediu que a diplomacia “recupere o seu papel e seja promovido o bem dos povos que aspiram a uma convivência pacífica baseada na justiça”.

“Continuemos a rezar pela paz”, acrescentou.

Leão XIV aludiu ainda a “preocupantes de confrontos entre o Paquistão e o Afeganistão”.

“Elevo a minha súplica por um regresso urgente ao diálogo. Rezemos juntos para que prevaleça a concórdia em todos os conflitos do mundo. Só a paz, dom de Deus, pode curar as feridas entre os povos”, concluiu.

O exército israelita anunciou hoje o lançamento de uma nova série de ataques contra alvos militares no Irão.

Este sábado, o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou uma operação militar em grande escala para destruir o regime da República Islâmica.

(Com Ecclesia e Vatican News)

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