Missa de encerramento é dia 5, pelas 19h30 na Igreja de Santa Cruz

As primeiras Jornadas de Liturgia da Ouvidoria da Graciosa chegam ao fim esta quinta-feira, 5 de março, com a celebração da Eucaristia de encerramento na Igreja Matriz de Santa Cruz da Graciosa, às 19h30, presidida por D. Armando Esteves Domingues, Bispo de Angra. A celebração ficará marcada pela instituição dos novos Ministros Extraordinários da Comunhão, momento alto de um itinerário formativo que, ao longo da semana, reuniu diversos agentes da pastoral litúrgica da ilha.
O ouvidor da Graciosa, padre Ruben Pacheco, sublinha que estas jornadas representam “uma novidade” e, ao mesmo tempo, “uma oportunidade de formação ampla, simples e prática” para todos os que servem nas paróquias da ilha.
O programa teve início no domingo, com dois encontros distintos: durante a tarde, na Igreja do Guadalupe, reuniram-se as equipas de ornamentação e limpeza; à noite, na Paróquia de São Mateus da Praia, decorreu o encontro com os leitores. Na terça-feira, a Igreja Matriz de Santa Cruz acolheu a formação dedicada aos acólitos, centrada no tema “O Ministério do Acólito”.
Paralelamente, entre segunda e quarta-feira, decorreu a formação para os candidatos a Ministros Extraordinários da Comunhão. As sessões realizaram-se nas paróquias da Luz e de Santa Cruz, abordando temas como o rito da Comunhão, a exposição do Santíssimo e a celebração da Palavra presidida por um ministro leigo.
Segundo o padre Ruben Pacheco, não houve inscrições formais para a maioria dos encontros, sendo as jornadas de “porta aberta” a todos os interessados. Apenas a formação específica para Ministros Extraordinários da Comunhão contou com convite direcionado a representantes das várias paróquias e corpos da ilha. A divulgação foi feita sobretudo através das Eucaristias dominicais e do contacto direto com leitores e acólitos.
A orientação das jornadas esteve a cargo dos padres António Machado Santos, Pedro Lima e Jacob Vasconcelos, bem como de Maria Madalena Pintado, que acompanharam este percurso formativo inspirado no tema do ano pastoral. Mais do que abordar conteúdos teóricos complexos, a preocupação centrou-se em aspetos práticos que reforçam a identidade e a missão de cada ministério.
“O que procuramos é ajudar cada grupo a reconhecer a sua identidade própria — enquanto leitor, acólito, membro das equipas de ornamentação ou ministro da comunhão — e a servir com mais consciência e autenticidade”, explicou o ouvidor. “A entrega já existe, há dedicação e amor à Igreja. Com formação, conseguimos amar melhor aquilo que conhecemos.”
A celebração desta quinta-feira marca, assim, não apenas o encerramento das jornadas, mas também o envio renovado de homens e mulheres ao serviço das suas comunidades, fortalecidos por um maior conhecimento da liturgia e do seu papel na vida da Igreja na Graciosa.



