Junta de Núcleo de São Miguel promete “Uma aventura do Corisco”

De 20 a 28 de julho, o campo escutista de Lagos, em Vila Franca do Campo, recebe cerca de 1.400 escuteiros no XVI Jamboree Açoriano, a maior atividade regional do Corpo Nacional de Escutas (CNE), no arquipélago, que se realiza de quatro em quatro anos. Sob o tema “Uma Aventura do Corisco”, o encontro promete uma semana de desafios, descoberta e vida em campo, encerrando simbolicamente as comemorações do Centenário do CNE nos Açores. A maior celebração do escutismo açoriano conta, ainda, com contingentes da Madeira e do continente português.
Dirigido sobretudo aos exploradores e pioneiros, o campo contará também com a participação de caminheiros, que integrarão as equipas de logística e de apoio às patrulhas, assegurando o funcionamento de uma estrutura que se prepara para acolher centenas de escuteiros durante nove dias.
Para o chefe da Junta Regional do CNE Açores, João Carlos Tavares, este será muito mais do que um simples acampamento.
“Este XVI Jamboree Açoriano é uma festa do escutismo que acontece de quatro em quatro anos. Vai ser uma atividade com uma mística própria, pensada para marcar a vida dos jovens que nela participam”, afirmou em declarações ao Sítio Igreja Açores.
O tema escolhido para esta edição é “A Aventura do Corisco”, uma figura inspirada nos imaginários, lendas e elementos identitários da ilha de São Miguel. A organização pretende que toda a dinâmica do campo, desde os jogos às grandes atividades, seja construída em torno desta narrativa, proporcionando aos participantes uma experiência imersiva e educativa.
Segundo João Carlos Tavares, a adesão superou todas as expectativas. As inscrições atingiram rapidamente o limite previsto, obrigando a organização a encerrar o processo antes da data inicialmente definida.
“Já tivemos de fechar as inscrições antes da data prevista, porque o número de participantes foi atingido antecipadamente”, revelou.
A forte procura é vista pela direção regional como um sinal claro da vitalidade do movimento escutista nos Açores. Nos últimos anos, as grandes atividades regionais têm registado níveis de participação acima das projeções iniciais, refletindo o dinamismo dos agrupamentos e o interesse crescente dos jovens pelas propostas educativas do escutismo.
“Demonstra realmente que o movimento está vivo. Felizmente, continuamos a verificar uma grande adesão às atividades regionais e o movimento encontra-se de boa saúde e com energia”, destacou o dirigente.
Ao longo da semana, os participantes viverão experiências de aventura, serviço, trabalho em equipa e contacto com a natureza, pilares fundamentais do método escutista. O programa inclui dezenas de atividades, jogos temáticos e momentos de animação, pensados para promover competências pessoais, espírito de liderança e cidadania ativa.
O encontro servirá ainda de palco para o lançamento de um livro dedicado aos jogos escutistas, uma compilação de atividades desenvolvidas ao longo dos anos pelo chefe Pedro Amaral, do Núcleo de São Miguel, cuja obra será integrada na dinâmica pedagógica do Jamboree.
Mas o significado do XVI Jamboree Açoriano vai além da dimensão educativa e recreativa. O campo encerrará oficialmente as comemorações dos 100 anos do Corpo Nacional de Escutas nos Açores, um marco histórico para uma instituição que há um século contribui para a formação de gerações de jovens açorianos.
“Este Jamboree será o culminar e o fecho das comemorações dos 100 anos do movimento na região”, sublinhou João Carlos Tavares.
Num tempo em que os desafios sociais e tecnológicos colocam novas exigências aos jovens, o escutismo continua a afirmar-se como uma escola de valores, cidadania e serviço. O XVI Jamboree Açoriano surge, assim, como a expressão máxima dessa missão, reunindo centenas de jovens em torno de uma aventura comum que celebra o passado, vive o presente e prepara o futuro do movimento nos Açores.