Vaticano convoca educadores para desenharem “novos mapas de esperança”

Iniciativa decorre entre os dias 22 e 23 de outubro em Roma

A interioridade, o impacto da cultura digital e a educação para a paz vão estar no centro de um congresso internacional promovido pelo Dicastério para a Cultura e a Educação, que reúne no Vaticano, nos dias 22 e 23 de outubro, responsáveis da pastoral escolar e universitária de diversos países.

Com o tema «Desenhar novos mapas de esperança», a iniciativa inspira-se na Carta Apostólica homónima, do Papa Leão XIV e no Jubileu do Mundo da Educação, convocado no âmbito do Ano Santo de 2025.

O organismo da Santa Sé realça que o encontro pretende ajudar “escolas, universidades e comunidades educativas a responder aos desafios de uma sociedade em rápida transformação, marcada pela revolução digital, pela crescente fragilidade das relações humanas e pelos conflitos que continuam a afetar diferentes regiões do mundo”.

A sessão de abertura será presidida pelo cardeal José Tolentino de Mendonça, prefeito do Dicastério para a Cultura e Educação, que apresentará a reflexão inicial sobre o tema escolhido para o congresso.

Ao longo de dois dias, os participantes vão ser convidados a refletir sobre três grandes áreas consideradas prioritárias pela Santa Sé.

A primeira sessão, dedicada ao tema «Cultivar a interioridade», procurará analisar o “papel da educação no desenvolvimento espiritual e humano das novas gerações”, num contexto frequentemente marcado pela “dispersão e pela velocidade da vida contemporânea”, desenvolve.

A reflexão será coordenada por Carlo Maria Polvani e contará com intervenções de especialistas internacionais, entre os quais o psicanalista italiano Massimo Recalcati e o pregador da Casa Pontifícia, Roberto Pasolini.

O segundo eixo de trabalho será dedicado ao «Digital Humano», tema que pretende “aprofundar as oportunidades e os desafios que as novas tecnologias colocam à educação e à formação integral da pessoa”, lê-se.

Entre os conferencistas encontram-se o cardeal dominicano Timothy Radcliffe e o franciscano Paolo Benanti, uma das vozes “mais escutadas da Igreja no debate sobre inteligência artificial e ética tecnológica”.

A terceira e última sessão vai abordar a educação para a paz, num momento em que vários conflitos armados continuam a marcar a atualidade internacional.

Coordenada por Matthias Ambros, a reflexão procurará destacar o papel das instituições educativas na construção de uma cultura de diálogo, reconciliação e fraternidade.

Além das conferências principais, o programa inclui mesas-redondas dedicadas à apresentação de experiências concretas de pastoral escolar e universitária, bem como momentos artísticos destinados a favorecer o diálogo entre cultura, educação e fé.

O congresso insere-se no conjunto de iniciativas que a Santa Sé tem vindo a promover para reforçar o compromisso da Igreja com a educação, considerada pelo Papa Leão XIV uma das dimensões essenciais para a construção de uma cultura da esperança.

As inscrições decorrem até 30 de setembro e estão abertas a educadores, agentes pastorais, responsáveis académicos e demais interessados na missão educativa da Igreja.

(Com Ecclesia)

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