I Congresso Diocesano da Juventude terminou este domingo em Ponta Delgada

A igreja precisa da generosidade e da coragem dos jovens para denunciar os “males, as injustiças, os ódios, as ganâncias, as opressões, as violências e as exclusões do nosso tempo”, afirmou o bispo de Angra na homilia da missa que encerrou este domingo o I Congresso Diocesano de juventude.

“Urge, hoje, caros jovens, a ousadia dos profetas capazes de denunciarem os males do nosso tempo, as injustiças, os ódios, as ganancias, as opressões, as violências, as exclusões, as escravidões… e de anunciarem a vinda constante de Deus que teima em não desistir de nós porque nos ama e nos quer conduzir para o bem e para a felicidade”, disse D. João Lavrador.

“Há uma humanidade, hoje, que necessita de quem se ofereça a Jesus de Nazaré para que uma vez aprendendo d’Ele possa oferecer os mesmos gestos de libertação que os homens e mulheres do mundo atual esperam” afirmou D. João Lavrador na missa concelebrada por parte do clero de São Miguel e das diferentes ilhas que acompanhou os trabalhos no Congresso.

“Caros jovens, a Igreja, isto é, a vossa comunidade cristã necessita de vós” afirmou assertivamente D. João Lavrador lembrando que a renovação das comunidades cristãs “só será efetiva quando os jovens ocuparem o seu lugar nos diversos grupos e sectores da pastoral paroquial e se deixarem cativar pelo olhar amoroso de Jesus Cristo que os convida à missão”.

O prelado diocesano, que abriu e encerrou o I Congresso Diocesano de juventude, que integrou um momento de ordenação presbiteral de um novo sacerdote, desafiou os jovens  a não se deixarem aprisionar “pela sensualidade, pelo desejo de poder, pela facilidade ou pelo desejo de posse. Aceitai o convite de Jesus Cristo a partilhar, a segui-Lo e a construir uma nova civilização que será norteada pelo amor”.

Lembrando que há muitas pessoas a necessitarem de “ajuda, de alivio e de sentido para a sua existência”, D. João Lavrador destacou que é com a coragem e a generosidade dos jovens que “temos confiança que o futuro da nossa Região, da nossa Diocese e das nossas comunidades paroquiais se abre cheio de esperança”.

Por outro lado, o prelado diocesano deixou também um apelo às próprias comunidades que, nem sempre, estão despertas para esta necessidade.

“Lanço o apelo às comunidades paroquiais, em todos os seus organismos, para que se abram à presença e participação dos jovens que exigem desinstalação e oferecem uma frescura tão necessárias para o anuncio e testemunho do Evangelho nos tempos em que vivemos, disse ainda,

Depois, interpelando diretamente os mais novos que participaram no Congresso Diocesano, lembrou-lhes que devem ser “o rosto de Deus” na nossa cultura e na nossa sociedade, marcadas por um abandono de Deus.