Pelo Pe José Júlio Rocha.

«Em verdade vos digo: esta pobre viúva deitou na caixa mais do que todos os outros. Eles deitaram do que lhes sobrava, mas ela, na sua pobreza, ofereceu tudo o que tinha, tudo o que possuía para viver.» (Marcos 12, 43-44)
Mais do que aquilo que se dá, importa a forma como o coração dá. A história da pobre viúva, que, enquanto os ricos ofereciam abundantes restos, deu duas moedas, tudo o que tinha, fala-nos, sobretudo, da riqueza do coração.
O mundo está viciado no egoísmo e na ganância. Constrói muros em vez de pontes, e finge-se satisfeito por dar uns restos da sua superabundância, quando os pobres, os marginalizados, os refugiados, as vítimas do racismo e todos os que são diferentes precisam é de uma solidariedade profunda.
Dar não é tirar dinheiro da algibeira: é tirar o coração do peito.