Pelo Pe José Júlio Rocha.

«Serei para ele um Pai e ele será para Mim um filho.» (2 Samuel 7, 14)
A todos os pais.
Aos que, agora, cuidam dos filhos em casa para os proteger.
Aos que colocam a família em primeiro lugar.
Aos que sentem a angústia da crise económica que se abaterá sobre a sua família.
Aos que continuam a trabalhar nos serviços essenciais e que deixam a família para servir o País.
Aos que têm medo de tudo isto.
Aos que têm a coragem de amar nestes tempos de “cólera”.
Nenhum dos vossos sacrifícios será esquecido.
São José é o patrono e exemplo dos pais. A sua virtude por excelência, e talvez a mais bela das virtudes cristãs, era a Bondade. Bem-aventurado o pai que cultiva a bondade, porque verá a bondade nascer no coração dos seus filhos. Bem-aventurado o pai que que constrói a paz, porque a paz será a sua morada. Bem-aventurado o pai que chora nos momentos difíceis, porque terá o consolo de uma alegria maior. Bem-aventurado o pai que perde tempo com os seus filhos, porque o ganhará na velhice. Bendito até o pai que perde a paciência com eles, nesta época difícil, pois terá a suprema oportunidade de ensinar pedindo desculpa.
Bendito o Pai dos pais, o Pai eterno que, no silêncio que estes dias proporcionam, faz ouvir, mais nítida, a Sua voz: Não tenhas medo, meu filho. Eu estou aqui. Não te abandono. Eu estou contigo.
Bem-aventurado o filho que responde: “Ainda que eu tenha de andar por vales tenebrosos não temerei nenhum mal, porque Vós estais comigo” (Salmo 23)