Reunião estava agendada para abril

O Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) anunciou o adiamento para junho da Assembleia Plenária dos bispos católicos portugueses prevista para o mês de abril, devido à pandemia de Covid-19.
Em nota divulgada ao final da noite de quarta-feira pelo Secretariado Geral da CEP, é indicado que a Assembleia Plenária, que estava prevista para o período de 20 a 23 de abril, fica adiada para os dias 15, 16 e 17 de junho, pelo que não se realizarão as Jornadas Pastorais do Episcopado previstas para esta data.
A próxima Assembleia Plenária da CEP ficará marcada pela eleição dos novos titulares da Conferência Episcopal, sendo certa a substituição de Manuel Clemente na presidência, por estar a concluir o segundo mandato. Pelos estatutos, o presidente não pode exercer mais que dois mandatos consecutivos.
Na ocasião deverão ser discutidas, também, as normas que regerão a ação da Igreja no que respeita ao abuso sexual de menores por membros do clero, tendo em conta que o padre Manuel Barbosa, secretário da CEP, anunciara em janeiro que este seria um dos principais assuntos a ocuparem os bispos na Assembleia Plenária a realizar em Fátima em abril.
Os bispos vão analisar “as diretrizes para transformar em normas, como o Papa Francisco tem pedido às conferências Episcopais, sobre a proteção de menores e pessoas vulneráveis na Igreja”, disse Manuel Barbosa no final da reunião do Conselho Permanente da CEP em 14 de janeiro.
Entretanto, a Conferência Episcopal, na nota divulgada na noite de quarta-feira, anunciou que “comunga da iniciativa proposta pela Conferência Episcopal Italiana”, para que às 21:00 de hoje, quinta-feira, “Solenidade de São José, se reze o Rosário segundo os Mistérios Luminosos por todos os atingidos pela pandemia do coronavírus: pelos defuntos (…) e pelos doentes e pessoas que cuidam deles e arriscam a sua vida neste serviço (médicos, enfermeiros e voluntários)”.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, infetou mais de 210 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 8.750 morreram.
Das pessoas infetadas, mais de 84.000 recuperaram da doença.
Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde elevou quarta-feira o número de casos confirmados de infeção para 642, mais 194 do que na terça-feira. O número de mortos no país subiu para dois.
Dos casos confirmados, 553 estão a recuperar em casa e 89 estão internados, 20 dos quais em Unidades de Cuidados Intensivos.
Entretanto, o Presidente da República decretou o estado de emergência, depois de ter obtido parecer favorável do Conselho de Estado e do Governo e aprovação da Assembleia da República.
Portugal está em estado de alerta desde sexta-feira, e o Governo colocou os meios de proteção civil e as forças e serviços de segurança em prontidão.
Entre as medidas para conter a pandemia, o Governo suspendeu as atividades letivas presenciais em todas as escolas desde segunda-feira e impôs restrições em estabelecimentos comerciais e transportes, entre outras.
O executivo também anunciou o controlo de fronteiras terrestres com Espanha, passando a existir nove pontos de passagem e exclusivamente destinados para transporte de mercadorias e trabalhadores que tenham de se deslocar por razões profissionais.
O Governo declarou na terça-feira o estado de calamidade pública para o concelho de Ovar.
(Com Lusa)