Peregrinação deste ano já está de olhos postos na vinda do papa em 2017

Milhares de peregrinos são esperados hoje no Santuário de Fátima para a peregrinação internacional aniversária, 98 anos após os acontecimentos na Cova da Iria, que será presidida pelo cardeal arcebispo de Aparecida, no Brasil.

A primeira grande celebração do ano ao maior templo mariano do país começa às 18:30, na Capelinha das Aparições, e, logo depois, a imagem de Aparecida vai ser entronizada no Santuário de Fátima.

Os santuários de Fátima, no distrito de Santarém, e da Aparecida, Brasil, assinalam em 2017, respetivamente, o centenário das aparições e o tricentenário da descoberta da imagem de Nossa Senhora da Conceição em Aparecida, tendo as comemorações conjuntas começado há um ano.

“Penso que esta ligação é, antes de mais, particularmente significativa para Portugal e para o Brasil, para os crentes portugueses e brasileiros, porque reflete e demonstra, para além dos laços históricos e linguísticos que nos unem, também motivos de fé e uma grande devoção a Nossa Senhora”, afirmou à agência Lusa o reitor do Santuário de Fátima, padre Carlos Cabecinhas.

Para o sacerdote, “a devoção a Nossa Senhora da Aparecida em Portugal não é muito forte, é uma devoção brasileira, mas o mesmo não se pode dizer em relação à devoção de Nossa Senhora de Fátima no Brasil, que tem um impacto enormíssimo”.

A peregrinação de 12 e 13 de maio, hoje e quarta-feira, ocorre cerca de duas semanas após o papa Francisco ter confirmado ao bispo da Diocese de Leiria-Fátima, António Marto, que quer marcar presença em Fátima em 2017.

Hoje, um dos momentos mais aguardados das celebrações é a procissão das velas, seguindo-se a missa. As cerimónias religiosas terminam na quarta-feira, com missa, bênção dos doentes e procissão do adeus.

Até segunda-feira, o serviço de peregrinos do santuário recebeu inscrições de 148 grupos de fiéis oriundos de quase 30 países, sendo os mais representados Portugal, Itália e Brasil. Deste último, marca presença uma delegação de Aparecida com mais de 400 pessoas.

CR/Lusa