Iniciativa de tradição e inovação para a empregabilidade é financiada pelo programa Cidadania ativa da Fundação Gulbenkian

A Cáritas da Ilha Terceira apresentou ontem o projeto TRAD(E)-IN Tradição e Inovação para a Empregabilidade destinado à integração escolar e à empregabilidade de jovens especialmente vulneráveis.

O programa, financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian, tem a duração de um ano e tem como objetivo potenciar e transformar actividades tradicionais- dos sectores primário e secundário através de formação e revalorização profissional em contexto educativo. O objetivo último do programa é fornecer um conjunto de competências profissionais que facilitem a integração destes jovens no mercado de trabalho seja no auto-emprego,  seja junto dos parceiros da Cáritas. Por isso, o ensino terá uma componete técnica muito acentuada, com um acompanhamentom personalizado e monitorizado por parte dos formadores.

O projeto estará centrado no concelho de Angra do Heroísmo e tem como fio condutor a revitalização/transformação de atividades tradicionais identificadas em diagnóstico como áreas com potencial económico. Desta linha central derivam 3 componentes organizadas por faixas etárias/necessidades dos jovens.

O trabalho persegue três objetivos: aproximar os jovens em cointexto de sala de aula; promover a sua formação e revalorização profissional e promover o auto emprego e parcerias com o exterior.

O programa está em curso há sensivelmente um mês e esta segunda feira, a Cáritas da Terceira promoveu um encontro onde apresentou publicamente a iniciativa e ao mesmo tempo debateu as estratégias mais adequadas para a integração deste tipo de jovens.

Este projeto de intervenção social é feito em parceria com a Fundação de Ensino Profissional da Praia da Vitória e com uma unidade de facilitadores onde se incluem a Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, Direção Regional do Emprego e Qualificação Profissional, Direção Regional da Solidariedade e Segurança Social, Escola Básica e Secundária Tomás de Borba e Escola Secundária Jerónimo e Emiliano de Andrade e é financiado pelas EE Grants, do Programa Cidadania Ativa da Fundação Calouste Gulbenkian.

O TRAD(E)-IN- Tradição e Empregabilidade vem juntar-se a outros desenvolvidos pela Cáritas da ilha Terceira com vista à empregabilidade como é o caso da iniciativa Terra Nostra-Capacitação com Raízes,  que arrancou no passado dia 20 de janeiro com o segundo curso de formação na área da agricultura biológica.

O projeto premiado em 2014 como umas das quatro melhores práticas de responsabilidade social a nível nacional, no âmbito do prémio em responsabilidade social Maria José Nogueira Pinto, entre setenta e duas iniciativas  apresentadas a concurso, conta com o apoio da Fundação EDP e é desenvolvido em parceria com a Cooperativa Bioazórica e a Ordem Franciscana , e tem o apoio de empresas locais.

No essencial, a filosofia subjacente a este tipo de intervenção social pressupõe o desenvolvimento de atividades próximas das origens destes jovens – “quase todos eles têm familiares  que trabalhavam a terra e por isso têm algum gosto”- e capacitá-los de conhecimentos que possam ser uma porta para a sua empregabilidade.

Atualmente o projeto dá formação a 13 jovens, desenvolvida numa dupla componente teórico-prática numa área inovadora.