ENS inauguram exposição jubilar dos 50 anos e celebram vigília mariana, em noite de procissão de velas

O assistente espiritual da Equipa do Sector Oriental dos Açores das Equipas de Nossa Senhora (ENS) pediu aos cristãos para serem “valentes e corajosos para enfrentar a vida” durante a vigília mariana que se celebrou na Igreja de Fátima, em Ponta Delgada, esta terça feira à noite, animada pelas ENS´s.

“É preciso que cada um de nós esteja vigilante em relação ao seu próximo para que juntos possamos mudar o mundo e renovarmos a igreja. Vamos ser valentes e corajosos para enfrentar a vida porque sabemos que a Mãe do Céu nos acompanha”, disse o Pe Fernando Teixeira.

“Todos nós- padres, casados, solteiros- temos de ser fermento para lançar a semente, ir ao encontro e acolher o outro” sublinhou o sacerdote que assiste duas equipas de Nossa Senhora do sector Oriental, uma delas a Equipa de sector.

As ENS estão a celebrar 50 anos  de presença nas ilhas de São Miguel e Santa Maria e aproveitaram simbolicamente a Vigília Mariana que animaram na Igreja de Nossa Senhora de Fátima, em Ponta Delgada, para assinalar a passagem do 98º aniversário das aparições da Virgem aos três pastorinhos, para inaugurar uma exposição alusiva à história do movimento nestas duas ilhas.

“Esta exposição resulta da nossa vontade de mostrar uma história sentida e vivida pelas Equipas que deram um sentido diferente às nossas vidas” disse ao Sítio Igreja Açores Ana Cabral, que com o marido lideram este Sector Oriental, até ao fim deste ano pastoral.

“Esta exposição conta por isso um pouco da nossa história enquanto casais e enquanto igreja aqui em São Miguel”, acrescenta.

A exposição que está numa das salas anexas à Igreja de Nossa Senhora de Fátima vai ficar patente ao público até dia 25 de outubro. São 10 painéis, um geral e outros nove que contam a história das nove ENS´s ativas neste Sector.

A primeira ENS de Ponta Delgada foi constituída em 1965, seis anos depois de quatro casais inspirados pela doutrina das Equipe de Notre Dame, mas ainda à margem do movimento, terem promovido reuniões, encontros e meditações “no sentido de se entreajudarem para preencherem aquilo a que chamaram um vazio nas suas vidas”.

No ano seguinte surgiram mais quatro equipas e dois anos depois surgiu o pré sector Açores e, em 1969, o sector Açores.

Entre 1973 e 1976 formaram-se mais seis equipas em Ponta Delgada e duas na Ribeira Grande. Chegaram a existir 32 equipas em Ponta delgada e três na Ribeira Grande.

Hoje o movimento é mais pujante na ilha Terceira que está a assinalar este ano 46 anos e tem 23 Equipas ativas.

As Equipas de Nossa Senhora são um movimento de espiritualidade conjugal cujo objetivo é ajudar os casais a viver plenamente o seu sacramento do Matrimónio, anunciando ao mundo os valores do casamento cristão pela palavra e pelo testemunho de vida, assumindo-se como uma verdadeira escola de formação para casais cristãos unidos pelo sacramento do Matrimónio.

Apesar de não ser um movimento mariano, as ENS recebem o nome de Maria, colocando-se sob sua proteção.

As Equipas são constituídas por um número indicativo de 5 a 7 casais e um sacerdote, designado Conselheiro Espiritual. Reúnem-se mensalmente num encontro de oração, partilha e estudo de um tema de formação cristã, para se entreajudarem numa caminhada com Cristo.

O movimento das Equipas de Nossa Senhora está espalhado pelo mundo inteiro. Em Portugal o movimento existe há mais de 60 anos e encontra-se espalhado pelo continente, pelas ilhas (Madeira e Açores), África do Sul e África lusófona (Angola, Moçambique, Cabo Verde e S.Tomé e Príncipe). Em Janeiro de 2009 existiam 1.119 equipas totalizando 13.499 membros, 6.276 casais, 237 viúvos e 710 Conselheiros Espirituais.

O movimento foi criado em 1939, em Paris, por um jovem padre na Paróquia de Notre Damme, Henri Caffarel. Mas só em 1947, no final da II guerra ganhou consistência, criando-se uma estrutura concretizada numa “Regra”, plasmada na Carta das Equipas de Nossa Senhora.

Este documento resume a metodologia do Movimento, identificando as metas essenciais dos equipistas: vontade de viver o seu Matrimónio e de aprofundar a sua Fé, com a ajuda de uma Equipa.

A Carta propõe um certo número de meios entretanto testados: oração conjugal e familiar; diálogo conjugal mensal sob o olhar de Deus; reunião mensal de equipa para rezar e partilhar; regra de vida pessoal e retiro espiritual anual.

A primeira Equipa portuguesa foi a Porto 1, criada em 1957.