Responsáveis pela disciplina querem mais alunos com Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC) no Ensino Secundário

A disciplina de EMRC regista uma grande adesão por parte dos alunos nos primeiros ciclos do Ensino Básico nas ilhas dos Açores, um número que desce entre os alunos do secundário.

Os dados levam o diretor-adjunto do Serviço Diocesano de Apoio à Pastoral Escolar, Bento Aguiar, a afirmar que esta é a prioridade do momento para os docentes e responsáveis pela disciplina.

O responsável, também o coordenador da disciplina de EMRC na ilha de São Miguel, refere que há “desafios ao nível da inculturação da fé” a que o professor desta disciplina tem de responder e apresentar aos alunos “um itinerário de valores humanos e cristãos”.

“Cada aluno representa também uma família a que importa chegar com a proposta cristã”, prossegue.

A cidade de Ponta Delgada acolheu no sábado a formação (inter)diocesana levada a cabo pelo Secretariado Nacional da Educação Cristã (SNEC), momento de encontro e partilha entre docentes da disciplina de EMRC.

“Uma oportunidade essencial para nós que trabalhamos em contexto de ilha e raramente nos encontramos”, afirma Catarina Amaral, professora de EMRC na ilha Terceira.

A docente acrescenta que estas formações e encontros, “têm consequências imediatas na sala de aula”, pois só assim os professores podem “trocar ideias e ouvir novos pontos de vista”.

A formação foi promovida pelo Secretariado Nacional da Educação Cristã em colaboração com os secretariados diocesanos; esta última etapa levou a Ponta Delgada 50 professores vindos das diversas ilhas açorianas.

Débora Abreu realçou que na Ilha do Pico há apenas quatro professores de EMRC. “Trabalhamos em conjunto mas não chega”, reconhece.

Na ilha do Pico, a docente encontrou uma população escolar “mais sensível à realidade da fé”.

A lecionar EMRC no 1.º ciclo, percebe que “também os pais revelam também esta atenção à tradição religiosa da ilha”.

A formação académica dos docentes de EMRC constitui outro desafio na Diocese de Angra e os responsáveis trabalham numa solução formativa que envolva a Universidade Católica Portuguesa.

Bento Aguiar refere que, neste momento, há 20 professores que aguardam por uma solução que lhes permita completar a formação em Teologia ou Ciências Religiosas de forma a preencher todos os requisitos para a sua progressão profissional.

(Com Ecclesia)