Na terceira reflexão quaresmal prelado sublinha necessidade de misericórdia e compaixão

O Bispo de Angra renova um apelo à capacidade de sofrimento dos cristãos e lembra que o mais importante na vida de todos os dias é aceitar cada uma das situações que se apresentam, com realismo.

Na terceira  reflexão quaresmal desta Quaresma a que o Sítio Igreja Açores teve acesso, D. António de Sousa Braga diz que perante uma adversidade é “preferível aceitar a situação como ela é”.

“A Quaresma da vida, com as suas cruzes deve ser entendida como uma oportunidade de salvação”, diz o prelado diocesano exemplificando com uma doença que “pode e deve ser encarada, como momento favorável da graça e da misericórdia divinas”.

“Quando adoecemos o que, normalmente, nos dizem é que não vai ser nada e tudo vai correr bem. Eu prefiro aceitar a situação, assim como ela é e repetir a disponibilidade do Ecce Venio´- Eis-me aqui: aceita, Senhor, a oferta da minha vida, assim como ela é, para o bem de todos”, refere o Bispo de Angra.

Apesar desta disponibilidade para o que vida oferece, D. António de Sousa Braga pede aos cristãos açorianos que sejam misericordiosos uns com os outros.

“A verdadeira misericórdia é gratuita. Vence o mal com o bem. Atrai; não esmaga e não subjuga; nunca desiste: tudo suporta e espera… Aos olhos do mundo parece a arma dos fracos, mas é a força do amor, que tem, precisamente, a sua máxima expressão na misericórdia”, sublinha o responsável pela igreja no arquipélago dos Açores.

D. António alerta, uma vez mais, para a necessidade dessa misericórdia começar “por aqueles que mais precisam”, os últimos .

“É para ser expressão e instrumento da misericórdia divina que o Santo Padre fala de uma nova `saída missionária´, de uma Igreja de `portas abertas´ para acolher e acompanhar: uma Igreja que `corre o risco do encontro com o rosto do outro´ e cultiva a `arte do acompanhamento´para expressar e transmitir a misericórdia de Deus, que deu o Seu Filho, para que todos tenham a vida com abundância”, conclui.