Para já o ano letivo avança com as turmas que vinham do ensino doméstico mas estão abertas inscrições para novos alunos

No próximo ano letivo, que arranca a 11 de setembro, os alunos que frequentam o terceiro ciclo no Colégio de São Francisco, em Angra do Heroísmo, já vão poder ser avaliados como todos os outros colegas do ensino particular e oficial.

A certificação de professores e de currículos por parte da Secretaria Regional da Educação vem permitir que a instituição deixe de ser uma escola de ensino doméstico, onde todos os alunos no final de cada ano tinham de ser submetidos a uma prova de avaliação oficial em todas as disciplinas e passem a estar em pé de igualdade com os restantes alunos do ensino regular.

“É muito bom para todos e é também o reconhecimento do esforço que temos vindo a fazer para trazer à ilha Terceira, e à Região, um conjunto de metodologias diferentes mas que podem ser benéficas para a aprendizagem de excelência” disse ao Igreja Açores Tomaz Dentinho, presidente da ACDA – Associação para a Ciência e Desenvolvimento dos Açores, proprietária do Colégio.

Criado em 2014, o Colégio de São Francisco procura testemunhar o cristianismo, propondo-o criativamente à liberdade dos alunos e tem  como parceiro o Colégio de São Tomás, em Lisboa.

A escola privada, com ligação ao Movimento Comunhão e Libertação,  desenvolve um método de ensino “inovador”, com livros próprios e seguindo, no ensino da matemática, o método de Singapura (resolução de problemas com  o uso  de desenhos no modelo heurístico, por tentativa e erro) e a distribuição das disciplinas de geografia, ciências e física-química pelos sétimo, oitavo e nono ano de escolaridade.

A proposta educacional nasce de uma “certeza recíproca”: o desejo dos pais em educar bem os seus filhos e um “horizonte que se apresenta como hipótese de encontro com a Verdade, a Justiça, a Beleza e o Bem: no desenvolvimento da razão, da liberdade e da afeição, cada aluno poderá tornar-se capaz de assumir responsável e criativamente a sua vida e de contribuir para o bem de todos”, como disse ao Igreja Açores, aquando da sua criação.

“Esperamos agora que com este reconhecimento haja a possibilidade de uma maior interação com a escola pública e com outros colégios e possamos assim fazer mais em prol do ensino nos Açores criando quadros de excelência” refere ainda em declarações ao Igreja Açores Tomaz Dentinho.

Este tipo de ensino, que existe em várias partes do mundo, pressupõe uma alternativa para os pais que por diversas razões querem ter os seus filhos num ambiente mais exigente e de maior acompanhamento.

As turmas mais reduzidas, com cinco ou seis alunos, funcionam com o apoio de todas as disciplinas desde as básicas como o Português, a Matemática e uma língua estrangeira mas também História e Filosofia para as humanidades e Ciências e Física e Química para as áreas cientificas naturais.

Este projecto educativo católico é a única oferta privada no terceiro ciclo e secundário na ilha Terceira.