O repto foi lançado pelo ouvidor de Ponta Delgada em dia de celebração do padroeiro da cidade

Os cristãos têm hoje, mais que nunca, o dever de estarem próximos dos que sofrem, disse esta tarde o ouvidor de Ponta Delgada, Cónego José Medeiros Constância, durante a celebração eucarística que assinalou o dia de São Sebastião, o mártir padroeiro da cidade de Ponta Delgada.

Numa cerimónia concelebrada por diversos sacerdotes da ouvidoria, entre eles os párocos das cinco paróquias citadinas- Matriz de São Sebastião, São Pedro, São José, Santa Clara e Nossa Senhora de Fátima- o sacerdote exortou os cristãos a serem “cada vez mais testemunhas”, sobretudo junto “dos que não têm fé” ou que vivem nas periferias seja do “desempego”, da “família que se desfaz aos pedaços”, dos “que não têm horizonte e estão num beco sem saída”; é deles “que devem estar próximos física e espiritualmente”.

Fazendo uma analogia com São Sebastião, o sacerdote lembrou que os cristãos “são seguidores dos mártires e não dos notáveis” e ao serem “testemunhas da justiça e da verdade” há “prioridades que devem ser assumidas e uma delas é a família”.

De resto, nesta cerimónia a invocação da família esteve sempre presente, desde logo com a participação dos 18 casais representantes das comunidades paroquiais da ouvidoria e também dos casais dos movimentos ligados à pastoral da família, que asseguraram as leituras e o ofertório.

“A família não é só um horizonte para a igreja é a sua prioridade” disse o Cónego José Medeiros Constância que é também o responsável pelo serviço Diocesano de Apoio à Pastoral Familiar e Laicado.

“Temos de escutar a vida das pessoas e exercitar aquilo que nos é mais caro e que é a misericórdia e a compaixão”, frisou ainda o sacerdote.

Nesta concelebração eucarística animada pelo Grupo Coral Litúrgico da Matriz, participaram ainda os responsáveis diocesanos pela pastoral familiar bem como os responsáveis autárquicos do concelho e da freguesia de São Sebastião/Matriz, por se tratar de uma festa que assinala o padroeiro da cidade.

A Eucaristia terminou com a leitura de uma oração pela família e com um porto de honra servido pelo grupo de casais do Encontro Matrimonial (EM), já à saída da Igreja.