Bispo de Angra presidiu à missa que assinalou os 60 anos do Serviço Diocesano de Apoio à Evangelização, Catequese e Missão, no dia em que a diocese celebra 485 anos da sua criação

A catequese é a mais nobre missão da Igreja e por isso D. João Lavrador, na sua homilia, pediu aos catequistas insulares que sejam capazes de mostrar e promover o encontro dos jovens com Jesus de forma a que possam converter-se e mudar a sua vida.

Na missa de ação de graças pelo 60º aniversário de criação do Serviço Diocesano de Apoio à Evangelização, Catequese e Missão, a que presidiu este domingo à tarde na Sé de Angra, D. João Lavrador pediu aos catequistas para que assumam “um compromisso consciente e amoroso” para responderem aos tempos em que vivemos.

O prelado diocesano, que assinalou igualmente o 485º aniversário da criação da diocese de Angra, lembrou aos catequistas presentes que tal como no passado conhecer os destinatários da Boa Nova, saber os seus anseios e identificar as suas necessidades é fundamental para difundir o Evangelho de forma apelativa.

“O olhar concreto e real sobre aquele a quem se dirige a Palavra é fundamental”, afirmou D. João Lavrador lembrando que catequistas e catequisandos são pessoas concretas e reais.

“A pessoa não é uma abstração, muito pelo contrário, a pessoa é alguém muito real e concreto, que tem de ser conhecida e amada por si mesma, está inserida num contexto familiar, social, cultural, educativo ou profissional que condicionam o seu ser e o seu agir”, afirmou.

“Para uma catequese eficaz, levados pelo amor, numa real paixão na missão de evangelizar, o catequista deve conhecer em profundidade o ser do catequisando e os seu ambientes de vida”, esclareceu ainda deixando pistas sobre as “qualidades” que devem nortear um catequista:  “uma profunda comunhão com Jesus Cristo, na participação consciente e activa dos sacramentos, na oração permanente, que gere um amor a Deus e aos irmãos que sinta o impulso à missão, acolhendo, testemunhando e ensinando, de modo que esteja consciente do itinerário de iniciação cristã”. Por outro lado, acrescentou, o catequista “é uma pessoa verdadeiramente eclesial e inserida na comunidade cristã e testemunha autêntica do evangelho vivido e convivido”.

D. João Lavrador invocou ainda a capacidade para “interpretar os Sinais dos Tempos de “modo a auscultar a alma humana e a discernir os desafios que o mundo de hoje lança à Igreja e à sua missão”.

Procurar “ servir cada pessoa de modo a intuir em cada um as sementes do Verbo que estão presentes para as fazer crescer e frutificar”, procurar a “renovação e a justa criatividade através das fontes da alegria, na formação permanente e na vida comunitária” ou procurar “assumir em si mesmo o itinerário de iniciação cristã, que uma vez, dirigido a todas as faculdades humanas obriga à conversão pessoal e à integração comunitária, faz da Igreja uma comunidade de discípulos missionários” são, por outro lado, algumas das características apontadas pelo prelado insular.

Catequistas participaram na celebração na Catedral

 

O bispo de Angra aproveitou  a oportunidade para lembrar que este jubileu acontece no ano em que a diocese inicia uma `caminhada sinodal´.

“Caros catequistas, a Igreja do futuro será sinodal, isto é, com a participação de todos os baptizados, ou não será. O cristianismo ritualizado e individualista de certas épocas da vida da Igreja está a desmoronar-se. É uma Igreja verdadeiramente evangélica que urge edificar”, concluiu.

No dia 13 de novembro, às 20h00, realiza-se a Sessão Solene que assinala este jubileu no Salão Nobre do Seminário Episcopal com a participação do Vigário Geral da Diocese, cónego Hélder Fonseca Mendes e intervenções do Cónego José Medeiros Constância que fará uma evocação histórico pastoral deste serviço, seguido de uma intervenção por parte de Cristina Sá Carvalho, Diretora do Secretariado Nacional de Educação Cristã, que falará sobre “O catequista diante de si”.

Diretor do Serviço Diocesano de Apoio à Evangelização, Catequese e Missão usou da palavra no final da celebração

 

Neste domingo além deste Jubileu, a diocese esteve em Festa com a realização de um concerto de ação de graças pela sua criação, com a Filarmónica de Porto Judeu, dirigida pelo maestro Francisco Rocha e os solistas Alla Lanova e Fábio Silveira, acompanhados no órgão por Rui Pedro Soares.

(Com André Furtado)