Consistório decorre no Vaticano a 5 de outubro

O Papa anunciou hoje no Vaticano a criação, como cardeal, do arcebispo português D. José Tolentino Mendonça, bibliotecário e arquivista da Santa Sé, de 53 anos.

O consistório para a criação de 13 novos cardeais (10 eleitores) está marcado para 5 de outubro, no Vaticano.

“No próximo dia 5 de outubro vou presidir a um Consistório para a nomeação de 10 novos cardeais, cuja proveniência exprime a vocação missionária da Igreja que continua a anunciar o amor misericordioso de Deus a todos os homens da terra”, disse Francisco, após a recitação dominical da oração do ângelus.

O nome de D. José Tolentino Mendonça foi o segundo a ser anunciado, numa lista que inclui colaboradores diretos do Papa e responsáveis de várias dioceses do mundo.

O arcebispo madeirense torna-se o sexto cardeal português do século XXI e o terceiro a ser designado no atual pontificado; passa a ser o segundo membro mais jovem do Colégio Cardinalício, logo após D. Dieudonné Nzapalainga, cardeal da República Centro-Africana, de 52 anos.

O novo cardeal português junta-se assim a D. José Saraiva Martins, D. Manuel Monteiro de Castro, D. Manuel Clemente e D. António Marto no Colégio Cardinalício.

“Rezemos pelos novos cardeais, para que, confirmando a sua adesão a Cristo, me ajudem no meu ministério de bispo de Roma, para o bem de todo o santo povo fiel de Deus”, apelou o Papa.

D. Tolentino de Mendonça é o sexto cardeal português deste século

O arcebispo português D. José Tolentino Mendonça, bibliotecário e arquivista da Santa Sé, vai tornar-se a 5 de outubro o sexto cardeal português do século XXI e terceiro a ser designado no atual pontificado.

O futuro cardeal madeirense junta-se assim a D. José Saraiva Martins, D. Manuel Monteiro de Castro, D. Manuel Clemente e D. António Marto no Colégio Cardinalício.

A 26 de junho de 2018, o Papa nomeou D. José Tolentino Mendonça como arquivista do Arquivo Secreto do Vaticano e bibliotecário da Biblioteca Apostólica, elevando-o à dignidade de arcebispo.

O até então vice-reitor da Universidade Católica Portuguesa orientou nesse ano o retiro de Quaresma do Papa Francisco e seus mais diretos colaboradores.

D. José Tolentino Mendonça nasceu em Machico (Arquipélago da Madeira) em 1965, tendo sido ordenado padre em 1990 e bispo a 28 de julho de 2018; é doutorado em Teologia Bíblica.

Consultor do Conselho Pontifício da Cultura (Santa Sé), foi reitor do Pontifício Colégio Português, em Roma, diretor da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa e diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, da Igreja Católica em Portugal.

Biblista, investigador, poeta e ensaísta, Tolentino Mendonça foi condecorado com o grau de Comendador da Ordem de Sant’lago da Espada por Aníbal Cavaco Silva, presidente da República, em 2015.

Reacções

A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) saudou a nomeação do arcebispo madeirense D. José Tolentino Mendonça como cardeal, anunciada pelo Papa no Vaticano.

“A Conferência Episcopal manifesta o seu grande regozijo pela criação de D. José Tolentino para este relevante serviço à Igreja Universal colaborando junto do Santo Padre como Cardeal, serviço que certamente exercerá com a humildade, a sabedoria, a competência e a dedicação que lhe são reconhecidas”, assinala uma nota enviada à Agência ECCLESIA pelo secretário da CEP, padre Manuel Barbosa.

“É uma alegria para a Igreja em Portugal contar neste momento com cinco Cardeais no Colégio Cardinalício: D. José Saraiva Martins, D. Manuel Monteiro de Castro, D. Manuel Clemente, D. António Marto e D. José Tolentino Mendonça”, observa a nota da CEP, perante uma situação inédita, deixando votos de que “o Senhor derrame as suas bênçãos sobre o cardeal José Tolentino nesta importante missão que lhe é confiada pelo Santo Padre”.

Também o presidente da República Portuguesa saudou já o anúncio da criação de D. José Tolentino Mendonça como cardeal, falando numa “personalidade ímpar” da Igreja e da sociedade.

“O presidente da República manifesta o mais profundo júbilo pela elevação do Senhor Dom José Tolentino de Mendonça ao Cardinalato, traduzindo o reconhecimento de uma personalidade ímpar, assim como da presença da Igreja Católica na nossa sociedade, o que muito prestigia Portugal”, refere uma nota divulgada pela Presidência da República.

Na sua reação, Marcelo Rebelo de Sousa sublinha a “excecional relevância do novo cardeal como filósofo, pensador, escritor, professor e humanista” e recorda que o havia convidado para presidir às comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas em 2020, que vão decorrer na Madeira e na África do Sul.

“O Chefe de Estado tenciona estar presente na cerimónias de imposição do barrete cardinalício”, conclui o comunicado oficial.

 

(Com Vatican News e Agência Ecclesia)