Serviço Diocesano apresenta relatório de oito anos de missão

No final de mais um ano pastoral e de um ciclo da pastoral familiar assente numa lógica de dinamização feita a partir das bases, na chamada pastoral familiar territorial, a equipa diocesana presta contas e faz um balanço positivo de oito anos de missão.

“Não é mensurável o trabalho realizado ao longo destes anos, e que contou com avanços e recuos,  aspetos positivos e negativos, mas houve, de facto, aspetos muito positivos como sejam o relançamento da pastoral familiar refrescada pela importância dada à família neste pontificado, com a publicação da exortação Amoris Laetitia, o desenvolvimento dos dois projectos territoriais que não estando terminados estão em desenvolvimento e o protagonismo laical” refere a equipa da pastoral familiar liderada pelo casal Sílvia e Manuel Francisco Sousa e o assistente, Monsenhor José Medeiros Constância.

“Lamenta-se o facto de algumas ilhas não se terem aberto a esta dinâmica pastoral”, acrescenta o relatório a que o Sítio Igreja Açores teve acesso.

Ao longo de mais de 80 páginas é feito um trabalho exaustivo de prestação de contas por parte desta equipa que ao longo de oito anos tem procurado dinamizar e desenvolver a pastoral familiar tendo sempre presente uma ideia basilar: articular esta pastoral com os dias de hoje, os desafios diocesanos e a própria realidade da Igreja, numa lógica de uma igreja sinodal e ministerial, dando aos leigos um maior protagonismo, seguindo um modelo de afirmação territorial sem esquecer a ligação aos movimentos de apostolado ligados à família.

De resto, o relatório lembra que a diocese tem linhas orientadoras neste capítulo desde a década de oitenta e, que foram aprofundadas e refrescadas no ano 2012.

“Cinco premissas nortearam esta ação: a pastoral familiar é de toda a diocese; o trabalho deve ser estruturado numa rede territorial que devolva um protagonismo laical; a criação de casais de ligação ; lançamento dos projectos pastoral açores 17 e pastoral açores 165 e uma pastoral familiar transversal a toda a pastoral fazendo da família a verdadeira igreja doméstica, da paróquia uma família de famílias  e da diocese uma fraternidade de famílias” pode ler-se no documento.

Neste relatório síntese onde são deixadas exaustivamente todas as atividades desenvolvidas desde 2012 até agora (o casal responsável não foi sempre o mesmo), como as celebrações da Semana da Vida ou do Dia da Familia; jornadas formativas; reuniões de sensibilização e esclarecimento sobre as coordenadas de ação; reflexões sobre os documentos do magistério no que respeita à família ou reuniões de natureza mais organizativa-, a equipa deixa ainda pistas para o futuro, lamentando que a pandemia este ano tenha cancelado a organização da primeira grande festa diocesana da família, agendada para Vila Franca do Campo.

“Para o futuro ficam algumas ideias como: manter a pastoral territorial e confirmar, reforçando “se possível” o protagonismo laical. A Pastoral familiar deve ter o seu protagonismo nas famílias através dos casais e das equipas de leigos, ainda mais nesta hora em que as famílias ganharam o desafio de Igrejas domésticas”, pode ler-se.

Por outro lado, avança, “é muito importante que a pastoral familiar seja enquadrada nas dinâmicas pastorais locais, com o casal de cada paróquia integrando o conselho pastoral de paróquia e o casal de ligação de ouvidoria”.

O relatório aponta, ainda para a “necessidade de envolver na caminhada sinodal a família e a pastoral familiar, deixando a publicação de uma orientação canonizada para a pastoral familiar para depois da realização do sínodo e como conclusão do mesmo”.

Finalmente, “Desafiar as estruturas da diocese a uma maior articulação entre a família e a catequese” é um dos principais desafios que ficam. No próximo ano pastoral haveráuma nova equipa no Serviço diocesano.