Sacerdote açoriano residia na arquidiocese do Rio de Janeiro desde 1968

Faleceu esta segunda feira, no Rio de Janeiro, o padre açoriano António da Silva Pereira, informa uma nota da Cúria diocesana enviada ao Sítio Igreja Açores esta quinta feira.

O sacerdote que vivia na arquidiocese do Rio de Janeiro desde 1968, era natural da freguesia de Santa Bárbara, no concelho da Ribeira Grande, ilha de São Miguel, onde nasceu a 2 de janeiro de 1928.

Foi ordenado presbítero a 13 de maio de 1951 por D. Guilherme Augusto da Cunha Guimarães depois de ter feito o seminário menor de Ponta Delgada e o Seminário maior em Angra do Heroísmo.

Doutorado em direito canónico, o sacerdote partiu para o Brasil em 1968 depois de ter desempenhado vários cargos na diocese de Angra, como Professor do Seminário Maior de Angra do Heroísmo (1954 a 1963) ; Diretor Espiritual do Seminário Maior de Angra do Heroísmo (1954 a 1956) ; Chanceler da Cúria Diocesana em Angra do Heroísmo (1956 a 1958) ; Assistente Diocesano da Ação Católica na Diocese dos Açores (1958 a 1961); Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Angra do Heroísmo (1961 a 1963) ; Diretor Espiritual do Colégio Português em Roma (1963 a 1967); Professor do Departamento de Teologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro ; Professor do Instituto Superior de Teologia dos Franciscanos em Petrópolis (1971 a 1980) ; Capelão do Instituto Social, das Irmãs da Sociedade das Filhas do Coração de Maria, na Arquidiocese do Rio de Janeiro e Professor do Instituto Superior de Direito Canônico do Rio de Janeiro .

Foi autor de diversos artigos na área do Direito Canónico , nomeadamente, autor do livro “Sacramento da Ordem e Ofício Eclesiástico”.

Em 2015, publicou pelas Edições Loyola o seu livro “Participação dos leigos nas decisões da Igreja Católica”.

Residia há alguns anos na Casa do Padre Cardeal Câmara.

Há alguns meses que se encontrava doente tendo falecido  no Hospital Quinta D’Or, no dia 11 de maio de 2015, aos 87 anos de idade.

A missa de corpo presente foi celebrada na Igreja de São Pedro, no Rio Comprido, pelo Arcebispo Cardeal Dom Orani João Tempestame concelebrada por seis Bispos e vários padres, com a participação de muitos fiéis, de entre os quais várias religiosas.

Foi sepultado no Cemitério do Caju, na “Quadra” da Irmandade de São Pedro.