Iniciativa assinala nascimento da fundadora da Congregação, Beata Maria Clara do Menino Jesus

A Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição (Confhic) inicia hoje a celebração de um Ano Jubilar, no 175.º aniversário do nascimento da sua fundadora, a Beata Maria Clara do Menino Jesus.

Num comunicado as religiosas informam que o ano jubilar vai ser vivido com o lema ‘Vigilante na noite sob o olhar providente de Deus’.

Por concessão da Santa Sé, as pessoas que visitarem o túmulo da Beata Maria Clara do Menino Jesus, durante o ano celebrativo, na cripta da sede geral da congregação, em Linda-a-Pastora, no Patriarcado de Lisboa, podem obter Indulgência Plenária.

“Venha como peregrino! Não perca este tempo de graça”, é o convite das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição para o Ano Jubilar.

“O Ano Jubilar faz memória das maravilhas de Deus na vida desta mulher que vislumbra no meio da noite, qual sentinela vigilante, os sinais da aurora no olhar providente de Deus”, explicam as religiosas.

A Confhic afirma que hoje “é preciso vislumbrar” esse mesmo olhar providencial de Deus para além “das contradições e incertezas do mundo” para que as vidas se tornarem “fecundas e portadoras de esperança”. Congregação é a única que tem uma província nos Açores

A Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição é a única congregação com uma província na diocese de Angra e a que tem maior número de religiosas e fraternidades no arquipélago.

Presentes nos Açores desde Março de 1929, as Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição possuem comunidades nas ilhas Terceira, Pico, Faial, São Jorge e São Miguel, num total de 56 religiosas.

A Congregação surgiu em Portugal 58 anos antes de chegar aos Açores pela mão da Madre Maria Clara do Menino Jesus, beatificada em maio de 2011, como uma resposta evangélica às inúmeras carências que assolavam o país, tendo como fim especifico “tornar visível no mundo a Misericórdia de Deus”, através da “Hospitalidade”, encarada como acolhimento dinâmico, servindo os sofredores, “de preferência os pobres” e exercendo para com eles “as obras de misericórdia”, de acordo com o lema “onde houver o bem a fazer que se faça”.

A Congregação exerce a sua missão nos sectores da educação, saúde, assistência a crianças e idosos, promoção social, evangelização direta e missões ad gentes.

Nos Açores, a maior comunidade vive na ilha Terceira, repartida em duas casas: uma que atende as irmãs mais idosas e outra que está a orientar o colégio de Santa Clara, que dispõe de uma creche, jardim de infância e leciona o primeiro e segundo ciclos do ensino básico.

A Congregação possui, ainda,  três casas para acolhimento de crianças oriundas de famílias destruturadas- duas no Pico e uma na Povoação, em São Miguel. Uma das casas no Pico recebe irmãos ( raparigas e rapazes) desde o berço até aos 12 anos e, a outra, recebe apenas rapazes dos doze anos até á idade adulta. A casa da Povoação acolhe, apenas, crianças até aos doze anos. No total, as Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição apoiam 34 crianças.  No concelho micaelense, a Congregação dispõe, ainda, de um Ateliê de Tempos Livres que acolhe 85 crianças e, de uma ludoteca itinerante que presta apoio às escolas do ensino regular do concelho.

Em São Jorge, a missão destas religiosas é, essencialmente, no apoio à terceira idade. O lar que dirigem acolhe 70 idosos, alguns deles já a receber cuidados continuados, bem como apoio domiciliário em toda a ilha, centro de dia e apoio aos sem abrigo.

No Faial o trabalho é ”menos visível” mas “igualmente importante”. A comunidade está inserida na pastoral paroquial ocupando-se primordialmente do serviço religioso, seja na visita aos doentes, na animação da liturgia ou na ajuda ao lar de idosos.

A Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição é um dos 12 institutos religiosos femininos presentes na Diocese de Angra, a que se juntam mais três masculinos.