Grupo Coordenador do Movimento de Romeiros aposta na formação

Depois de reuniões com o Clero e com os responsáveis pelos 54 ranchos de Romeiros na ilha de São Miguel, os dirigentes querem intensificar formação especifica- espiritual, doutrinal  e psico-social – dos romeiros.

O Grupo Coordenador do Movimento de Romeiros de São Miguel vai apresentar no inicio do próximo ano pastoral um conjunto de ações que passa pela intensificação da formação dos romeiros quer do ponto de vista religioso quer do ponto de vista humano, com uma incidência particular nas questões relativas à liderança, à interação de grupo e à gestão de conflitos.

 

Esta foi, de resto, a principal nota deixada de forma transversal aos responsáveis durante as reuniões que se realizaram ao nível de cada uma das oito ouvidorias da ilha de São Miguel, com a presença do clero e dos responsáveis pelos 54 ranchos de romeiros, durante a primeira quinzena de julho.

 

“Foi um momento muito proveitoso onde colhemos várias opiniões muito sinceras e pertinentes sobre a realidade das romarias em São Miguel e dos problemas que existem, sendo que a questão da formação foi sempre apresentada como uma necessidade premente”, disse ao Portal da Diocese o Coordenador do Movimento de Romeiros de São Miguel, João Carlos Leite.

 

Embora ainda estejam por realizar as reuniões com o clero das ouvidorias de Ponta Delgada e Nordeste, adiadas para setembro, os responsáveis pelo Grupo Coordenador consideram que “estão reunidas as condições “ para se avançar para uma “formação especifica”, dirigida sobretudo aos responsáveis pelos ranchos- mestres, contramestres, guias e procuradores das almas- por forma a “aprofundar a sua capacidade de liderança”, promovendo competências relacionais e de gestão de grupos. Acresce , ainda, uma formação espiritual e doutrinal que todos os grupos entenderam como necessária.

 

“Não queremos a unicidade dos romeiros porque a sua mais valia está na diversidade, mas sentimos que os ranchos procuram uma unidade naquilo que é essencial à atuação dos romeiros, seja durante as romarias seja durante o resto do tempo na vida das paróquias” disse ao Portal da Diocese o assistente espiritual do movimento, Pe Nuno Maiato.

 

Por isso, a aposta “na formação por etapas” pode ser uma solução “pois nem todos os grupos estão no mesmo patamar e nem todos precisam de fazer a mesma formação ao mesmo tempo”, disse ainda o sacerdote reconhecendo que este é “um dos principais desafios” do grupo coordenador que deve “prosseguir o trabalho que vinha sendo feito no passado, reforçando-o”, com uma maior cumplicidade de outros movimentos da igreja.

 

“É preciso evitar que nos fechemos sobre nós próprios” sublinha Nuno Maiato e, para isso “temos de contar com a colaboração de pessoas fora do Movimento para esta formação”, acrescenta João Carlos Leite.

 

No centro da atenção do grupo coordenador está, para além da formação dos romeiros, sobretudo dos mais jovens, a questão da atuação dos romeiros fora do tempo quaresmal. A dinamização de grupos paroquiais de romeiros e a sua participação ativa na vida das paróquias é uma das prioridades, fundamenta.

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