Por Renato Moura

Para quantos previram que o actual Presidente dos Estados Unidos seria politicamente muito mau, já nada será supreendente. Nem teve nível para que a assunção de funções lhe fizesse perceber o peso da responsabilidade!

Não é fácil enumerar o que é mais ridículo por parte de Trump. Todavia o abundante e disparatado uso que faz das redes sociais permite perceber que não lhe resta tempo para pensar a sério e decidir com acerto. A forma como trata e ataca alguns prestigiados órgãos da comunicação social e os respectivos jornalistas, desonra não só o próprio – que parece já não ter nada a perseverar – mas a função. E envergonha os americanos que têm da política e da democracia um conceito de seriedade. Fala do que não sabe, mete-se em tudo quanto não lhe respeita, opina sobre o que não é capaz e julga o que não deve!

Talvez agravado pelo facto de se aproximarem eleições, também em Portugal alguns têm tomado posições que não respeitam os bons princípios, seja pela substância ou pela oportunidade. Antes de avaliadas as responsabilidades nos incêndios e em tudo quanto se lhes seguiu, já se exigiu a demissão da Ministra da Administração Interna. Sem prejuízo de punir a seu tempo os responsáveis, políticos e ou outros, o mais importante para a oposição seria apresentar alternativas no encontro de medidas para atenuar os efeitos. Chega a parecer que veio a calhar o roubo de material militar, pois deu para exigir também a destituição do Ministro da Defesa. Tudo junto serve para moer o Governo que alguns não queriam e apesar do esforço não conseguiram ainda fazer cair.

Dirigentes monocórdicos: nem sequer os grandes figurões da política, próximos das lideranças, ajudam a serenar os ânimos, esperar pela verdade dos factos e pela oportunidade para proferir declarações políticas que sejam verdadeiras e consistentes. Pelo contrário. Até o líder do maior partido da oposição anunciou e comentou suicídios falsos, que engrossariam a horrenda desgraça e o desânimo nacional, ao que parece baseado em informação de candidato autárquico! Acresce muita política feita a reboque de especulações jornalísticas e assim, em vez de umas “trumpalhadas”, geram-se trapalhadas que se fazem render até à exaustão. Políticos a meterem-se em tudo!

Como de costume voltaremos a ver políticos em campanha, à saída das missas; e nas festas dos padroeiros.

Alguns inventam forma de se meter em todo o lado, nem respeitando a norma de que “para casamentos e baptizados só vai quem é convidado”; sem vergonha, nem consciência do ridículo.