Comunidade lajense está em festa entre 17 e 19 de julho

A Igreja de Santa Bárbara das Ribeiras, no concelho das Lajes do Pico, celebra no próximo dia 18 de julho 50 anos e para já o templo está a “refrescar-se” para receber as comemorações “condignamente”.

“O templo está neste momento a sofrer obras de restauro, nomeadamente ao nível do altar mor que está a ser construído em São Miguel, tal como os nichos onde será colocada a estatuária da igreja”, disse ao Sítio Igreja Açores o pároco, Pe João Bettencourt das Neves.

As obras que são suportadas por fundos paroquiais e contam ainda com a ajuda financeira da Câmara Municipal das Lajes do Pico e o apoio logístico da Junta de Freguesia, estendem-se igualmente ao polimento do chão e pinturas interiores e exteriores do edifício.

A Igreja original de Santa Bárbara, dado o seu tamanho reduzido, sofreu uma grande alteração, tendo sido demolida. No mesmo local foi construída a nova Igreja, com maiores dimensões e capacidade, em 1962. Também, no mesmo ano, foi demolido e construído no mesmo local a residência paroquial. O responsável por estas obras foi o Padre Guilherme Pimentel.  A inauguração da nova Igreja de Santa Bárbara foi a 18 de Julho de 1965.

Esta igreja, a par da  Igreja do Imaculado Coração de Maria, nos Biscoitos na ilha Terceira, que completou 50 anos no dia 27 de maio, foi “encomendada” porque os locais de culto existentes apresentavam-se demasiado pequenos para o número de habitantes de então.

No caso dos Biscoitos a Igreja foi construída noutro local, conservando-se a Igreja de São Pedro. Já no caso das Ribeiras, o templo original foi destruído e erguida uma nova igreja. Ambas, são também iniciativas do período conciliar.

Existem mais duas Igrejas deste tempo, localizadas em São Miguel-  a de Nossa Senhora da Alegria, nas Furnas e São José da Ribeira Chã, na Lagoa.

A Igreja das Furnas foi inaugurada a 22 de novembro de 1963, mais de 60 anos depois de lançada a primeira pedra, em 1901. A invocação a esta Santa corresponde a uma homenagem aos padres jesuítas que ali se estabeleceram nos séc. XVII e XVIII e que construíram um templo/ermida dedicado a Nossa Senhora da Alegria, junto à ribeira da Alegria antes de 1642.

Já a Igreja de São José, na Ribeira Chã, assinalou no dia 1 de maio o seu 48º aniversário e a sua construção deveu-se ao incansável esforço do Pe Flores e de toda a população desta pequena comunidade, tendo sido a sua primeira pedra, lançada no ano de 1962 e benzida pelo bispo D. Manuel Afonso de Carvalho.

Esta Igreja veio substituir a pequena Ermida de São José, que havia sido construída no mesmo local no ano de 1853 que se encontrava em elevado estado de degradação devido aos sismos.

A nova Igreja foi inaugurada no dia 1 de Maio de 1967, sendo o seu arquitecto Eduardo Read Teixeira.

“A grande alteração que o Concílio Vaticano II impôs às igrejas incidiu sobre o espaço presbiterial. A imposição de que a missa deixasse de ser oficiada de costas para a assembleia refletiu-se, por exemplo,  no avanço do altar-mor, que passou a anteceder o arco triunfal”, diz o arquiteto Igor França, membro da Comissão Diocesana de bens Culturais da Igreja.

Esta alteração acabaria por se concretizar, no entanto, em todas as igrejas abertas ao culto.