Ouvidor das Flores destaca que as obras vieram “devolver” o templo original à população

A freguesia mais ocidental da Europa, a Fajã Grande, na ilha das Flores, está em festa este fim-de-semana, para celebrar a reabertura da sua igreja Matriz depois de nove meses de obras de restauro e conservação.

A intervenção na igreja de São José passou pela mudança de tecto, do pavimento e do altar, feito a partir do aproveitamento de alguns elementos já existentes na igreja e que foram restaurados.

“A igreja situa-se por cima de uma linha de água e a nossa preocupação foi escolher uma solução técnica duradoura com materiais, que nem sempre sendo os mais baratos, nos oferecem garantias de durabilidade”, adiantou ao Igreja Açores o ouvidor das Flores, padre Eurico Caetano.

“Ouvimos vários pareces técnicos, que nos apresentaram diferentes hipóteses, e optamos por soluções mais vantajosas para o edifício, mais fiáveis e seguras para garantir a longevidade desta intervenção paga sobretudo pelo apoio dos paroquianos mas também com apoios da câmara das Lajes e da junta de Freguesia”, esclareceu ainda o sacerdote que juntamente com os padres Pedro Aguiar e Nuno Fidalgo asseguram in solidum as 11 paróquias que a ilha tem.

“Estas obras vieram dar dignidade a este lugar” adiantou ainda o sacerdote que  destacou a intervenção feita também no batistério da Igreja que era rico em azulejaria mas que estava “muitíssimo degradada”.  Ali foi criado um vitral de raíz, a partir do batismo de Jesus e foi feito ainda outro vitral para o frontispício da Igreja, ambos oferecidos por um paroquiano.

Ficam ainda a faltar algumas obras de conservação e restauro das restantes capelas.

Durante o tempo das obras a eucaristia foi celebrada na Casa do Espírito Santo de Cima.

Embora S. José seja o padroeiro da paróquia, a Senhora da Saúde é a invocação mais vivida pelos locais e por fiéis de todas as paróquias da ilha.