Cerimónia de atribuição das insígnias regionais está marcada para hoje dia 10 de junho, dia dos Açores

O Instituto S. João de Deus, que gere as Casas de Saúde S. Rafael, na Terceira e S. Miguel, vai receber no dia 10 de junho a Insígnia Autonómica de Mérito Cívico, no âmbito da sessão solene comemorativa do ‘Dia da Região Autónoma dos Açores’, que se comemora na segunda -feira do Espirito Santo, desde 1980.

A cerimónia, organizada conjuntamente pelo Assembleia Legislativa dos Açores e pelo Governo Regional dos Açores decorre na vila da Calheta, ilha de São Jorge, e homenageará igualmente a Santa casa da Misericórdia das Velas com a mesma distinção honorifica.

A distinção reconhece os “92 anos de serviço hospitaleiro e dedicação às comunidades das 9 ilhas do arquipélago”.

As duas valências do ISJD em questão, Casa de Saúde S. Rafael e Casa de Saúde S. Miguel, “assistem cerca de 360 pessoas no âmbito da Saúde mental, reabilitação psicossocial, tratamento de doentes dependentes de álcool e toxicodependência”, refere uma nota da instituição enviada ao Igreja Açores.

Para tal, conta com o contributo de 200 colaboradores que dão diariamente corpo ao trabalho desenvolvido nas diferentes unidades de internamento (curta, média e longa duração), unidades residenciais intra e extrainstitucionais, unidades sócio-ocupacionais e unidades especializadas no tratamento de pessoas com problemas de adição.

O mesmo comunicado destaca a dimensão pioneira do trabalho realizado por estas duas casas do ISJD nos Açores, que em 1927 na Ilha Terceira e em 1928 na Ilha de S. Miguel, respetivamente, “garantiram a assistência a cidadãos que padeciam de doenças mentais, numa época em que não existiam estruturas dedicadas para o efeito”.

Além das duas casas do Instituto Hospitaleiro há também a atribuição da insignia de Mérito Cívico à Santa Casa da Misericórdia das Velas, além de mais 27 instituições e personalidades da vida açoriana desde o mundo empresarial ao mundo literário.

Liturgicamente, a Igreja Católica assinala hoje a memória do santo Anjo da Guarda de Portugal, cujo culto era tradicional desde tempos remotos; foi oficializada pelo Papa Leão X em 1504, passando a ser celebrada com a maior solenidade em todas as cidades e vilas portuguesas, tendo conquistado novo incremento quando se divulgou a tríplice aparição do Anjo de Portugal aos três pastorinhos de Fátima e Pio XII aprovou a inclusão desta memória no calendário litúrgico português.

A data, observada em toda a Região como feriado regional, celebra a “afirmação da identidade dos açorianos, da sua filosofia de vida e da sua unidade regional”, consideradas “base e justificação da autonomia política que lhes foi reconhecida e que orgulhosamente exercitam”.

O Dia da Região Autónoma dos Açores foi instituído pelo Parlamento açoriano em 1980 , através de decreto regional, para comemorar a açorianidade e a autonomia. É a maior celebração cívica dos Açores.