O Papa disse hoje no Vaticano que Jesus é mais do que um “filantropo”, destacando a importância da oração e da vida de fé.

“O acontecimento da sua morte e ressurreição – como um relâmpago – lança luz sobre todo o resto das vivências de Jesus. Não era um filantropo que cuidava do sofrimento e das doenças humanas: era e é muito mais”, referiu, na audiência pública semanal que decorreu no Pátio de São Dâmaso, no Palácio Apostólico, ao ar livre.

Francisco destacou que Jesus oferece a “salvação total, a messiânica, a que faz esperar na vitória definitiva da vida sobre a morte”.

A intervenção encerrou hoje o ciclo de reflexões que o Papa dedicou à oração, com 38 catequeses semanais apresentadas desde 2020 sobre a necessidade de rezar e cultivar a espiritualidade.

“A oração é uma das caraterísticas mais marcantes da vida de Jesus”, precisou o pontífice, sublinhando que este “diálogo com o Pai era o núcleo incandescente” da existência de Cristo.

Jesus, acrescentou, dirige-se a Deus com a palavra aramaica ‘Abbá’, que “exprime intimidade e confiança”.

Francisco observou que, nos momentos da crucifixão, “tudo é oração”.

“No meio do drama, na dor atroz da alma e do corpo, Jesus reza com as palavras dos salmos; com os pobres do mundo, especialmente os esquecidos por todos, ele pronuncia as trágicas palavras do salmo 22: ‘Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?’. Ele sentia o abandono e rezava”, adianta.

O Papa sublinhou na sua intervenção que Jesus rezou por “todos”, na cruz.

“Mesmo na mais dolorosa das nossas experiências, nunca estamos sós. Jesus reza por nós”, prosseguiu.

“Com a oração e com vida, resta-nos ter coragem, esperança e com esta coragem e esperança ouvir com força a oração de Jesus e seguir em frente: que a nossa vida seja dar glória a Deus, na consciência de que Ele reza por mim ao Pai, que Jesus reza por mim”, concluiu

Após a catequese, Francisco dirigiu-se aos peregrinos de língua portuguesa, desejando a cada um que “possa crescer cada vez mais na vida nova de ressuscitados que Cristo conquistou”.

“Deixemo-nos guiar por Ele, sem medo daquilo que nos peça ou do lugar aonde nos mande. O Senhor vos abençoe, para serdes em toda a parte farol de luz do Evangelho para todos. Nossa Senhora vos acompanhe e proteja a todos e aos vossos entes queridos”, declarou.

O Papa despediu-se dos participantes na audiência geral com votos de que o período de verão seja “um tempo de serenidade e uma bela ocasião para contemplar Deus na obra-prima da sua criação”.

(Com Ecclesia)