Encontro de apresentação da mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais vai decorrer em Lisboa.

O diretor do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais (SNCS) da Igreja defendeu uma nova relação dos católicos com os media, que inclua a opção pela “proximidade, o afeto, a ternura” e a necessidade de “servir” os outros.

 

“Servir o outro inclusivamente nas redes sociais, vencendo a tentação de as considerar meramente como uma tecnologia, uma rede de fios, para fazer delas um espaço de relação, uma rede de pessoas”, refere à Agência ECCLESIA o cónego João Aguiar Campos, a respeito da celebração do próximo Dia Mundial das Comunicações Sociais, que a Igreja Católica assinala no domingo.

 

O SNCS promove hoje um encontro com jornalistas para apresentar a mensagem do Papa Francisco para a celebração, dedicada este ano ao tema ‘Comunicação ao serviço de uma autêntica cultura do encontro’.

 

A iniciativa anual está marcada para o Seminário Franciscano da Luz (Largo da Luz), em Lisboa, a partir das 16h00, e conta com a participação do presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, D. Pio Alves, e do antropólogo Alfredo Teixeira, professor da Universidade Católica Portuguesa.

 

Para o cónego João Aguiar Campos, a comunicação “vive num mundo globalizado”, com cada vez mais possibilidades, mas também com multiplicação de “barreiras”.

 

“O Papa desafia-nos a servir o diálogo, a corresponsabilidade, a atenção ao outro”, precisa, pedindo a rejeição da “tentação” do “domínio” e da “manipulação”.

 

O diretor do SNCS espera que uma “presença corajosa” dos cristãos ajude “a um outro encontro, o encontro com Cristo”.

 

O programa do encontro no Seminário da Luz inclui a apresentação de novos projetos da ECCLESIA e encerra-se com uma evocação dos 50 anos de ordenação sacerdotal do cónego António Rego, antigo diretor do SNCS.

 

O Dia Mundial das Comunicações Sociais, única celebração do género estabelecida pelo Concílio Vaticano II (decreto ‘Inter Mirifica’, 1963), é celebrado no domingo que antecede o Pentecostes (1 de junho, em 2014).

 

O ofertório das celebrações dominicais reverte a favor do trabalho da Igreja nas Comunicações Sociais, em cada dioceses e nas atividades de âmbito nacional.