Iniciativa destinada a viúvas realiza-se a 29 de maio e pretende proporcionar uma reflexão sobre a viuvez e a forma de a ultrapassar

Promover a reflexão e um momento de oração para quem está só e enfrenta a viuvez na família é o principal objetivo de um encontro que terá lugar no próximo dia 29 de maio no Centro Pastoral Pio XII, da iniciativa dos núcleos do Movimento Esperança e Vida.

O Movimento Esperança e Vida nasceu em França, em 1944, no contexto da Segunda Guerra Mundial sob a influência do padre Caffarel, também o grande inspirador do Movimento das Equipas de Nossa Senhora.

Em Portugal, o movimento surge em 1958, quando, acompanhadas pelo cónego Correia de Sá, oito viúvas foram de Lisboa a Lourdes, para participar na peregrinação organizada pelo movimento que antes se chamava ‘Grupo Espiritual de Viúvas’. A 3 de Dezembro desse mesmo ano realizou-se na igreja de São Domingos, em Lisboa, uma primeira reunião iniciando, aí, o movimento que veio a difundir-se por todo o país.

Atualmente, o MEV é, segundo o artigo primeiro dos Estatutos, “uma Associação de Apostolado Laical de nível nacional, constituída e dirigida por mulheres viúvas que se sentem chamadas, em espírito cristão e apostólico, a dar apoio a mulheres atingidas pela provação da viuvez”. Segundo este documento, aprovado em Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa, a 12 de Dezembro de 2002, os objectivos do MEV são “ajudar a viúva a encontrar ou a reforçar o equilíbrio humano e espiritual, normalmente abalado pela viuvez, descobrir o apelo de Deus contido na provação da viuvez e responder-lhe generosamente” e, entre outros, “sair do isolamento, solidão e desânimo em que, por força das circunstâncias, por vezes se encontra”.

Um caminho para Cristo; Um lugar de reencontro e de amor; uma vivência da fé, Uma renovação na esperança e na confiança em Deus; um movimento católico internacional de mulheres cristãs, serão alguns dos temas a analisar pelo assistente nacional do Movimento, Frei Àlvaro Silva e pela dirigente nacional Maria Manuel Carvalhão.

Para o assistente diocesano da Pastoral familiar, onde este movimento se insere, “será um momento para aferir como o movimento está na região e proporcionar um momento de reflexão sobre este estado que afeta tantas das nossas famílias”, disse ao Igreja Açores o Cónego José Medeiros Constância.

Na  diocese de Angra são poucos os núcleos ativos depois de um período de grande pujança promovida essencialmente por D. Aurélio Granada Escudeiro.

“A família e as suas circunstâncias mudaram muito e isso repercutiu-se também na forma como muitos movimentos da pastoral familiar se posicionam e persistem”, referiu o sacerdote.

Dos objetivos referenciados nos estatutos do MEV, faz parte também a ajuda “a estudar os novos problemas da vida das viúvas, a fim de melhor os poder encarar e resolver”. Nesse sentido, a dinâmica proporcionada pelo movimento oferece reuniões mensais, onde são apresentados diversos temas, que são enviados pela coordenação nacional, localizada no Porto, e adaptados às realidades concretas de cada lugar. Todos os anos realiza-se um retiro anual, e há ainda peregrinações que são programadas por cada centro.