No âmbito da Jornada Mundial pelo Trabalho Digno que acontece este sábado

O Movimento Mundial de Trabalhadores Cristãos antecipou a Jornada Mundial pelo Trabalho Digno com uma mensagem onde expressa a sua “indignação” contra a forma como estão a ser geridas as atuais “crises sociais e laborais”.

Numa carta subscrita pela Liga Operária Católica em Portugal, o MMTC lamenta que as decisões políticas e económicas não estejam a contribuir para a resolução dos problemas.

Aquele organismo dá como exemplos as “altas taxas de desemprego” que se verificam em vários países, a par dos “empregos cada vez mais precários” e da perda dos “direitos laborais e de proteção social”.

Apostada em ser “voz de denúncia e de compromisso no combate à desvalorização do trabalho humano e ao descarte de trabalhadores e trabalhadoras”, o MMTC considera fundamental garantir uma realidade laboral que vá ao encontro das “necessidades das pessoas e comunidades”.

Ao mesmo tempo, a organização pede que se respeite “o ambiente e os recursos naturais” e seja “fator de coesão, integração e justa distribuição da riqueza”.

“A desigualdade socioeconómica, nos últimos anos, tem-se agravado significativamente. Trabalhadores que em parte haviam superado a miséria e a pobreza, hoje estão a regressar aos apoios sociais”, alerta o MMTC, que frisa também a sua preocupação pelas consequências desta conjuntura social e económica.

Desde a “violência” à “corrupção” passando por realidades que crescem e se aproveitam do desespero das pessoas, como o “tráfico de drogas” ou situações de “abuso de poder económico e político” e “manipulação por parte dos meios de comunicação”.

“São necessárias mudanças que se legitimam quando obedecem à lógica do diálogo com toda a sociedade, tendo em vista o bem comum”, aponta o organismo mundial dos Trabalhadores Cristãos, que defende medidas como “o direito a um rendimento mínimo (básico), assumido pelos Estados, e acessível sem restrições a quem não tem trabalho”.

(Com Ecclesia)