O espaço vai abrir ao público a 29 de maio

O Museu de Arte Sacra da Horta, na Igreja do Carmo, vai abrir portas no dia 29 de maio, às 20h00, numa cerimónia que será presidida pelo bispo de Angra.

O novo espaço museológico, que conta na sua reserva com mais de mil peças, abrirá com quatro exposições sobre o Barroco na ilha do Faial, Maria na Arte, Os Santos da Penitência da ordem Terceira Franciscana e a Coleção do Triunfo do Século XVIII da Igreja do Carmo, pretende ser um espaço “de diálogo” entre a história e o presente.

“Queremos, em primeiro lugar, que este seja um espaço de valorização da arte e do património, mas não só: a nossa vontade é continuarmos dentro daquilo que é a arte sacra e dar novos contributos” referiu em entrevista ao Igreja Açores o padre Marco Luciano Carvalho, diretor do Museu.

“Não podemos ficar só no que existe, precisamos de introduzir peças contemporâneas que nos ajudem a fazer a ponte entre a arte e a fé, e entre estas duas coisas e a vida”, explica.

“Um museu não é um lugar de coisas antigas; tem que fazer com que aquelas peças, através de uma narrativa, transmitam aquilo que foi a história da Igreja no Faial e nos Açores, e fazer as pontes com a atualidade, nomeadamente com as iniciativas que possam refletir a arte a fé e a vida”, refere o responsável pelo Museu, cujos estatutos foram aprovados por decreto episcopal a 20 de janeiro.

O museu irá juntar o património da Ordem Terceira do Carmo, Ordem Terceira de São Francisco e outras peças, diocesanas e da ilha do Pico.

Os trabalhos de recuperação das salas da Igreja do Carmo afetas ao Museu iniciaram-se no verão do ano passado e “decorrem a bom ritmo”, embora neste momento, ainda antes da abertura, a instituição enfrente já a necessidade de angariação de fundos.

“Temos contado com um grande apoio da Câmara da Horta, mas temos uma necessidade premente de fundos” refere o sacerdote que nunca desistiu de reabilitar o convento franciscano da cidade da Horta devolvendo-lhe a dignidade que teve outrora.

A Igreja do Carmo tem patente uma coleção de imagens dos séculos XVI e XVII.

“Queremos que as pessoas que visitem este museu percebam a história da Igreja no Faial e se possível também nos Açores”.

Associada à estrutura do Museu ficará, ainda, a primeira paramentaria dos Açores.