O Papa afirmou hoje no Vaticano que a vida dos cristãos deve ser marcada pela “mansidão”, uma atitude espiritual que contraria a ira e a violência contra os outros.

“Não há terra mais bela do que o coração dos outros. Pensemos nisso: Não há terra mais bela do que o coração dos outros. Não há território mais belo a conquistar do que a paz restabelecida com um irmão. Esta é a terra a ser herdada com a mansidão”, referiu, na audiência pública semanal que decorreu no auditório Paulo VI.

A reflexão de Francisco abordou a terceira bem-aventurança, “Felizes os mansos, porque eles herdarão a terra”, prosseguindo o ciclo de catequeses sobre este tema.

“Manso é quem defende a sua paz, a sua relação com Deus e os seus dons, protegendo a misericórdia, a fraternidade, a confiança e a esperança. Porque as pessoas mansas são pessoas misericordiosas, fraternas, confiantes e pessoas com esperança”, observou.

Em causa, segundo o Papa, está o desafio a ser “doce, gentil, sem violência”, particularmente quando se está numa situação hostil, como aconteceu com Jesus, na sua morte.

A intervenção sublinhou que, na Bíblia, a mansidão se refere também a quem não tem propriedades terrenas, pelo que se entende a ideia de receber a terra em herança, em vez de a “conquistar”.

“Há uma ‘terra’ – permitam-me o jogo de palavras – que é o Céu, isto é, a terra para a qual caminhamos”, apontou Francisco.

Na saudação aos peregrinos de língua portuguesa, o Papa desafiou os visitantes de Portugal e do Brasil a ser “testemunhas de esperança e caridade”.

“Se alguma vez tiverdes de enfrentar situações que vos turvam a alma, ide procurar refúgio sob o manto da Santa Mãe de Deus; lá encontrareis paz e mansidão. Sobre vós e vossas famílias desça a bênção do Senhor”, concluiu.

(Com Ecclesia)