Formação decorrerá durante quatro anos e será assegurada pelo Seminário Episcopal de Angra

Nove candidatos ao diaconado permanente participaram este fim-de-semana numa formação que culminou com uma celebração na Sé de Angra presidida pelo Administrador Diocesano, D. João Lavrador

“O diaconado permanente, restaurado e restituído à Igreja no Concílio Vaticano II, como ministério ao serviço da Palavra, da Liturgia e da Caridade, conheceu hoje novo impulso na nossa Igreja diocesana, em estreita relação com os outros ministérios, e em particular com o Seu Bispo e Presbitério” refere uma nota enviada ao Igreja Açores pelo responsável pelo Serviço Diocesano .Para as Vocações e Ministérios.

“Após um período de auscultação, preparação, com entusiasmo e sentido de responsabilidade, e em sintonia com os párocos que os apresentaram, o Seminário de Angra assume a missão formativa, dos candidatos que apresentamos à nossa Igreja Particular, durante quatro anos” salienta o padre Hélder Miranda Alexandre, que é também o reitor do Seminário Episcopal.

Os candidatos vem de várias ilhas, mas maioritariamente são de São Miguel: Artemísio do Nascimento (Paróquia de São Miguel Arcanjo, Matriz de VF do Campo, Ilha de São Miguel);  Francisco  Silva (Paróquia de São José de Ponta Delgada, Ilha de São Migue), Francisco  Machado (Paróquia de São Brás, Ilha Terceira), João Carlos Leite, (Paróquia de N. Sra. da Piedade, Ponta Garça, Ilha de São Miguel); Manuel  Gonçalves (Paróquia de Matriz da Santíssima Trindade, Lajes do Pico); Paulo Roldão  (Paróquia de Santo António, Porto Judeu, Ilha Terceira); Rui  Moniz Pacheco (Santuário do Senhor Santo Cristo, Paróquia de São José, São Miguel); Roberto  da Silva Serpa (Paróquia de Fajã de Baixo, São Miguel) e Valeriano  Costa Correia (Igreja dos Arrifes, S. Miguel).

A formação e ordenação de Diáconos Permanentes foi uma das apostas do 39º bispo de Angra, que sempre defendeu a necessidade de haver leigos ordenados no primeiro grau da Ordem.

O diaconado assume uma “viva consciência do valor do serviço na vida cristã”, refere o padre Hélder Miranda Alexandre que adianta que “ este ministério não pode ser visto como forma de suprir a carência de sacerdotes, mas procura tornar Cristo presente, de um modo específico”.

“Os diáconos não são concorrentes à responsabilidade dos párocos, mas seus cooperadores privilegiados, com o intuito de enriquecer e impulsionar toda a ação pastoral. Por isso, esta é a oportunidade para um trabalho de sensibilização nas e das comunidades, de modo que sejam desejados, aceites e compreendidos por todos, com o objetivo de que se conheça o ministério e exercício das suas funções”, conclui.

A Diocese de Angra já tem cinco diáconos permanentes. A formação agora iniciada durará quatro anos e será coordenada pelos professores do Seminário num misto de ensino à distância e presencial

O ministério do diácono permanente, na Igreja Católica, está particularmente destinado às atividades caritativas, a anunciar a Bíblia e a exercer funções litúrgicas, bem como assistir o bispo e o padre nas missas, administrar o Batismo, presidir a casamentos e exéquias, entre outras funções.

O Motu Proprio ‘Sacrum Diaconatus Ordinem’ (18 de junho de 1967), do Papa Paulo VI, a carta apostólica com a qual se promulgava a restauração do diaconado permanente na Igreja Latina, segundo decisão tomada no Concílio Vaticano II.