Por Renato Moura

“Somos expostos a conflitos diários mas se olharmos para os dados de como o mundo está a evoluir constatamos o seguinte: existem retrocessos mas, de uma forma geral, o mundo é muito melhor hoje em dia do que há 50 anos. Há mais igualdade entre géneros, menos mortalidade infantil, mais esperança média de vida e menos pessoas a viver em pobreza. Há muitas coisas boas a acontecerem mas temos tendência a focar-nos nas coisas negativas”.

O parágrafo anterior reproduz uma declaração de Meik Wiking, escritor dinamarquês, quando esteve em Lisboa a apresentar “O Livro do Lykke”, obra sobre o que ele considera serem os seis factores da felicidade humana: convívio, dinheiro, saúde, liberdade, confiança e bondade.

Consideremos estes, só alguns deles, ou outros mais, como elementos da felicidade, a verdade é que, para cada um de nós há condições que contribuem para o natural objectivo de ser feliz.

Encontramos pessoas que já não querem saber das notícias trazidas pelos meios de comunicação social, pois “só trazem desgraças!”. Frequentemente abundam as más notícias, que nem sempre são contrabalançadas pelas boas. Habitualmente a má notícia, a anormalidade, a aberração, “vendem” melhor, se notícia é “o dono morder o cão!”. Há, por exemplo, uma tendência que se vai generalizando entre alguns (ou muitos) dos que procuram notícias (ou até crimes): acreditar (e muitas vezes fazer acreditar) que todos os grandes responsáveis institucionais, principalmente os políticos, são corruptos; depois avança a investigação tentando prová-lo! Aconteça o que acontecer, o estrago fica feito!

Na realidade o problema não está só a montante, mas também a jusante, pois, entre o optimismo e o pessimismo, uns olham o copo e o consideram meio cheio e outros o vêem meio vazio.

Haja frontalidade para criticar o que está mal e coragem na luta para corrigir o que está errado. Porém conscientes: nem sempre os amigos nos acrescentam alegria, nem o dinheiro é garantia de felicidade, nem sempre a doença é fatal, nem sempre os poderes garantem a liberdade, nem sempre podemos confiar nos pastores de uma religião, e nem sequer podemos ter como certa a bondade dos familiares.

Por Deus: nunca nos deixemos aterrar por comparações de redes sociais, nem por exclusões normativas, nem por orientações aberrantes, pois há santos que começaram em pecadores.

Criados por Deus, estejamos confiantes na esperança de felicidade que Jesus nos legou – para vivermos neste e no mundo que há de vir – a qual, ninguém, ainda que alegadamente em nome Dele, nos poderá roubar.