O Papa assinalou hoje no Vaticano a festa do Batismo de Jesus, que encerra o tempo litúrgico do Natal, sublinhando a importância da oração.

“A oração dá oxigénio à vida”, destacou, desde a janela do apartamento pontifício, antes da recitação dominical do ângelus.

Perante centenas de pessoas reunidas na Praça de São Pedro, Francisco recordou que, nos relatos dos Evangelhos, Jesus “passa muito tempo em oração: no início de cada dia, muitas vezes à noite, antes de tomar decisões importantes”.

“É uma grande lição para nós: estamos todos imersos nos problemas da vida e em muitas situações intrincadas, chamados a enfrentar momentos difíceis e escolhas que nos puxam para baixo”, indicou.

O Papa destacou que a oração “não é um caminho de fuga, não é um rito mágico ou uma repetição de cantilenas, aprendidas de cor”.

“A oração ajuda-nos porque nos une a Deus, abre-nos ao encontro com Ele. Sim, a oração é a chave que abre o nosso coração ao Senhor. É dialogar com Deus, é ouvir a sua Palavra, é adorar: estar em silêncio, confiando-lhe o que vivemos”, disse o Papa.

A intervenção começou por refletir sobre o episódio do Batismo de Jesus no Jordão, após cerca de 30 anos “vividos no escondimento”, partilhando a condição de todos os seres humanos.

“[Jesus] Não vai sozinho nem com um grupo de eleitos, privilegiados, não: vai com o povo”, observou o pontífice.

Francisco convidou todos os católicos a valorizar o dia do seu Batismo, uma data de “renascimento” que deve ser registada “para a festejar, para agradecer ao Senhor”.

Após a oração, o Papa recordou a celebração com o Batismo de 16 bebés, a que presidiu esta manhã na Capela Sistina, e concedeu a sua bênção a todos os recém-nascidos que vão receber o Batismo nesta data.

“Aprendei a data do vosso Batismo”, insistiu, antes de se despedir dos peregrinos.

(Com Ecclesia)