Pe. Carlos Simas quer reunir catequistas e sacerdotes para definirem estratégias para o próximo ano pastoral

O Pe. Carlos Simas é o novo responsável pela catequese na ilha de São Miguel e já está a preparar o próximo ano pastoral tendo convocado colegas e catequistas para uma reunião no próximo dia 18 de junho, pelas 20h30, no Convento da Esperança em Ponta Delgada.

Para o sacerdote há desafios que não podem ser adiados e há respostas que têm de ser dadas pela igreja aos jovens de hoje.

“Os adolescentes e jovens de hoje apresentam um olhar e uma razão mais complexa, fruto de uma sociedade secularizada onde, muito facilmente se cai na indiferença perante o religioso e, por sua vez perante a fé” afirma o sacerdote numa carta a que o Sitio Igreja Açores teve acesso.

Deste modo, o sacerdote apela à formação permanente dos catequistas para que não se perca a oportunidade de fazer de cada encontro de catequese uma verdadeira evangelização.

“As questões, que trazem para os encontros de catequese, intensificam a partilha de conhecimentos e exigem uma resposta credível que não surge somente pela fé mas com bases e fundamentos que, só serão possíveis adquirir nas formações que tanto o Secretariado como esta Delegação irão proporcionar numa caminhada de conjunto”, afirma.

Por isso, diz, todos os catequistas devem tomar “consciência que a Palavra que transmitimos, em cada encontro de catequese, não é nossa mas de Deus. Cada catequista tem o dever de saber que não somente as nossas crianças e adolescentes merecem o nosso melhor, mas que Deus merece tudo em nós!”, frisa na carta enviada a todos os responsáveis da catequese.

O sacerdote, que afirma que só conseguirá desenvolver esta missão “com a participação e colaboração comprometida dos responsáveis da catequese e respetivos catequistas”, lembra que evangelizar “será sempre a tarefa primordial da Igreja”. E, essa tarefa “passa, não só por fazer catequese aos mais novos, mas também, em nos formarmos como catequistas motivados em aprender sempre novas experiências”.

“ A palavra de Deus não estagna a nossa vida, antes pelo contrário, desafia a ser água em movimento, não pela agitação do modo de viver mas com a frescura de querer matar a sede de quem vem ao nosso encontro” adianta ainda pedindo uma catequese “alegre e fiel à palavra de Deus”.