Por Renato Moura

O Clero da Ilha das Flores e a Comissão para os Assuntos Económicos da Paróquia da Fajã Grande acabam de convidar para a Eucaristia de reabertura no próximo dia 15, da Igreja Paroquial de S. José, na Fajã Grande.

Acontece após nove meses de complexas obras de restauro, conservação e substituição de equipamentos. Como obras mais relevantes, do corpo do templo, podem citar-se: substituição do tecto interior danificado por madeira envernizada mate, substituição do pavimento apodrecido por pedra, reabilitação completa do baptistério, pintura interior e exterior das paredes e portadas, decapagem de todas as madeiras interiores e envernizamento a mate, limpeza da tinta da peanha do púlpito e do arco da capela deixando em realce a pedra lavrada, recuperação e transformação de uma das peças mais nobres do templo – gradeamento do púlpito – para altar de celebração da eucaristia, aquisição de um ambão para leitura da palavra condizente com o altar, aquisição de um gradeamento para o púlpito em coerência com o gradeamento do coro alto, recuperação e recolocação da grade de madeira no interior da capela-mor deixando mais área e dignidade ao espaço litúrgico, recuperação dos sinos, aquisição de um aparelhagem sonora, aquisição e colocação de um cofre seguro para recolha de donativos, substituição de janela e colocação de gradeamento para prevenir assaltos.

Foram colocados dois vitrais, um no frontispício da igreja, numa janela em forma de trevo, com a imagem de S. José e o Menino; outro na janela do baptistério, de S. João no baptismo de Jesus, ambos oferecidos por dois paroquianos.

Pude comprovar, como elemento da Comissão, que se recorreu ao aconselhamento técnico para optar pelas melhores soluções, que se escolheu as empresas e trabalhadores mais qualificados, que se utilizaram sempre materiais que pudessem dar garantias de maior qualidade e longevidade.

Procuraram-se soluções que pudessem garantir a melhor relação custo/benefício. Mesmo assim as obras ascenderam a dezenas de milhares de euros. Nelas se investiu todo o pecúlio granjeado ao longo de muitos anos, por imensas pessoas, o apoio específico do Município e da Freguesia, bem como de outras entidades, empresas e pessoas, da freguesia e não só.

Fica ainda por pagar uma dívida muito grande. Não obstante importantes obras realizadas há uma dezena de anos, ficam ainda por fazer outras, nomeadamente no suporte do altar-mor e capela, na sacristia, no salão da catequese, na arrecadação; a breve prazo no telhado e no passal.

Em Domingo da Alegria, haverá festa. Mas os paroquianos terão de continuar a providenciar pelo templo e as entidades públicas pelo monumento.