O Papa assinalou hoje no Vaticano o 70.º aniversário das Convenções de Genebra, que se celebra esta segunda-feira, sublinhando a necessidade de “proteção de civis e prisioneiros, em tempos de guerra”.

“Que esta data possa tornar os Estados cada vez mais conscientes da necessidade imprescindível de tutelar a vida e a dignidade da vida dos conflitos armados”, declarou, desde a janela do apartamento pontifício, após a recitação dominical da oração do ângelus.

Perante milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro, Francisco destacou a importância dos “instrumentos jurídicos internacionais que impõem limites ao uso da força”.

“Todos somos chamados a observar os limites impostos pelo direito humanitário internacional, protegendo as populações indefesas e as estruturas civis, especialmente hospitais, escolas, locais de culto, campos de refugiados”, apelou.

Na sua reflexão, Francisco destacou que a verdadeira fé “abre o coração ao próximo”, especialmente a quem passa por necessidades.

“O pensamento do encontro final com o Pai, rico de misericórdia, enche-nos de esperança, e estimula-nos ao compromisso constante para a nossa santificação, para construir um mundo mais justo e fraterno”, sustentou.

O Papa disse aos presentes que a fé se apresenta como uma luz perante as “noites espirituais” da vida.

“Tragam sempre um pequeno Evangelho no bolso, na mala, para o ler: é um encontro com Jesus”, recomendou.

Francisco defendeu que os católicos devem viver com os “pés na terra, caminhar na terra, trabalhar na terra, fazer o bem na terra e com o coração nostálgico do Céu”.

O encontro encerrou-se com os tradicionais votos de “bom domingo” e “bom almoço”, para todos os peregrinos.