Francisco encerrou ciclo de catequeses que anteciparam próximo Sínodo dos Bispos

O Papa defendeu hoje no Vaticano a necessidade de colocar a família no centro das políticas públicas e da vida social como forma de contrariar a “colonização do dinheiro”.

“No meio de uma civilização fortemente marcada por uma sociedade administrada pela tecnologia económica, onde a subordinação da ética à lógica do lucro goza de um grande apoio mediático, torna-se cada vez más necessária uma nova aliança entre o homem e a mulher, que liberte os povos da colonização do dinheiro e das colonizações ideológicas”, declarou, perante cerca de 30 mil pessoas reunidas na Praça de São Pedro.

Francisco encerrou nesta audiência pública um ciclo de catequeses sobre a família, iniciado em dezembro de 2014, como forma de preparação para o próximo Sínodo dos Bispos (4-25 de outubro) e o 8.º Encontro Mundial das Famílias (22-27 de setembro, Filadélfia, EUA).

O Papa sustenta que esta “nova aliança” homem-mulher tem de “orientar a política, a economia e a convivência civil” para que a terra seja “um lugar habitável, onde se transmita a vida e se perpetue o nexo entre a memória e a esperança”.

Após a assembleia extraordinária do Sínodo dos Bispos, sobre a família, em 2014, Francisco proferiu 28 catequeses e uma oração dedicadas a este tema.

Na conclusão deste ciclo, o Papa recordou que a família está “no início, na base da cultura mundial” que pode salvar a humanidade “de tantos ataques, destruições, colonizações, como a do dinheiro e a das ideologias que tanto ameaçam o mundo”.

Francisco questionou depois os “muitos lugares comuns, às vezes ofensivos”, sobre a “mulher sedutora que inspira o mal”.

“Pelo contrário, há espaço para uma teologia da mulher que esteja à altura desta bênção de Deus”, observou, a qual se estende a “todos os seres humanos até o fim da história”.

CR/Ecclesia