O Papa disse hoje no Vaticano que os católicos são chamados a servir, em particular, quem precisa e “não tem como retribuir”.

“O valor de uma pessoa não depende do papel que desempenha, do sucesso que tem, do trabalho que faz, do dinheiro no banco; não, não depende disso: a grandeza e o sucesso, aos olhos de Deus, têm um padrão diferente, são medidos pelo serviço”, realçou, perante os peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, para a recitação do ângelus.

Francisco convidou a rejeitar uma visão centrada no sucesso exterior e sublinhou que, para um cristão, o verdadeiro valor está “não no que se tem, mas no que se dá”.

“A nossa fidelidade ao Senhor depende da nossa disposição para servir. E isso, sabemo-lo, custa”, apontou.

“Quanto mais servimos, mais sentimos a presença de Deus. Principalmente quando servimos aqueles que não têm nada para nos dar em troca, os pobres, abraçando as suas dificuldades e necessidades, com terna compaixão”.

O Papa declarou que, quando aumentam este cuidado e disponibilidade para com os outros, as pessoas tornam-se mais “livres interiormente, mais semelhantes a Jesus”.

“Acolhendo quem está marginalizado, abandonado, acolhemos Jesus, porque Ele está ali”, acrescentou.

Após a recitação do ângelus, Francisco quis rezar pelas pessoas que estão “injustamente detidas em países estrangeiros”, considerando que, “infelizmente”, existem muitos casos, por diversas razões, “e por vezes complexas”.

O Papa desejou que todos possam “regressar a casa o mais rapidamente possível”, no “devido cumprimento da Justiça”.

A intervenção evocou ainda as recentes inundações no México, que fizeram várias mortes num hospital do Estado de Hidalgo.

(Com Ecclesia)