Por Renato Moura

Estamos a entrar no mês de Maio, sempre peculiar, por ser habitual e especialmente dedicado a Nossa Senhora. Em 2017 tem uma relevância enorme, pois que simultaneamente se comemora o centenário da aparição de Maria aos Pastorinhos, serão canonizados os videntes Francisco e Jacinta Marto e ainda por ocorrer a peregrinação do Papa Francisco ao Santuário de Fátima.

Muitos desejariam ver de perto este Papa que tem arrastado para os caminhos divinos tanta gente e que tem merecido a consideração e admiração de muitos que nem são cristãos. Na verdade não temos dúvidas que Francisco, para além do banho da multidão que o acolherá, deseja sobretudo que esta oportunidade seja aproveitada, pelos povos de todo o mundo, para acolherem a mensagem do Jesus misericordioso, que ele não se cansa de demonstrar, de molde a que isso contribua para a conversão de todos.

Não só a mensagem, mas principalmente o exemplo deste Papa, haverão de contribuir para a aceitação e crescimento das várias vocações a consagrar à obra de Deus no mundo actual.

Relevante e decisivo nas nossas vidas é perceber e interiorizar com proveito, que a mensagem de apelo à paz, que a Senhora deixou na Cova da Iria há cem anos, se mantém inteiramente válida perante as guerras que persistem, matam e roubam os projectos de vida a tanta gente, quando persiste o lançamento de enormes ameaças sobre o mundo. A mensagem de paz deveria influenciar as grandes potências deste mundo, mas também moldar os comportamentos de cada um de nós em prol da paz, pondo fim às intrigas que surgem à nossa porta, seja na governação, nas actividades ou na simples convivência.

A visita do Papa, pequena em tempo, torna-se enorme e indelével pela canonização do Francisco e da Jacinta. A Igreja universal saberá que passa a dispor de dois novos santos – os mais novos dos que não foram mártires – que podem interceder pelos que a eles recorrerem nas suas dificuldades e aflições.

Retenhamos que o Papa, reavivando a sua adesão à mensagem de Maria, afirmou, como destacou Carmo Rodeia, na “Voz da Fátima”: “O terço é a oração que sempre acompanha a minha vida; é também a oração dos simples e dos santos” e ainda “Esta peregrinação deve ser aproveitada em ordem à renovação da fé”.

Creio assim que contribuirá para a conversão e ajuda para prosseguir o caminho recto, que não aproveitará apenas aos que puderem estar de corpo e alma em Fátima, a 12 e 13 de Maio, mas a todos quantos, com fé, puderem acompanhar as transmissões, fazendo-se presentes em espírito e oração.