Este ano o aniversário do Papa Francisco é comemorado em um domingo, dia da oração do Angelus na Praça São Pedro e o encontro com milhares de peregrinos. O Papa começa o dia recebendo as felicitações de um grupo de crianças na Sala Paulo VI

Francisco completa 81 anos este domingo, 17 de dezembro.  É o seu quinto aniversário como Papa. E neste dia tão especial, foram as crianças assistidas pelo Hospital Pediátrico “Santa Marta” a abraçá-lo, ao serem recebidas de forma privada na Sala Paulo VI.

A “festa” transfere-se depois para a Praça São Pedro no encontro com os milhares de peregrinos de todas as partes do mundo no Angelus. Em especial, os jovens e crianças presentes para a tradicional bênção dos “Bambinelli” (o Menino Jesus) a serem colocados nos presépios familiares.

Mas as felicitações ao Papa Francisco não se concentram no Vaticano e vêm de todas as partes do mundo.  Entre eles, dos bispos italianos que asseguram sua “proximidade cordial e fiel”.

“Que o augúrio de compromisso do qual nos fazemos intérpretes junto às nossas comunidades – lê-se em uma mensagem – retorne a nós na oração para crescermos juntos na caridade que se faz carne e, portanto, luz e paz. Felicitações, Santidade!”.

No ano passado o Papa Francisco festejou os seus 80 anos almoçando com pessoas sem abrigo, convidados para a sua residência, a Casa Santa Marta.

Depois, na Missa com os cardeais, recordou que “um pouco de bom humor ajuda a seguir em frente”.

Já em 17 de dezembro de 2015 o Papa festejou seu aniversário junto com jovens da Ação Católica, exortando-os a percorrer o caminho do bem, do perdão, da paz e da solidariedade.

No ano precedente o seu aniversário foi uma quarta-feira, dia de Audiência Geral.  E como presente pelo seu 78º aniversário, centenas de bailarinos dançaram tango na Praça São Pedro.

Em dezembro de 2013, por sua vez, Francisco convidou para a Missa na Santa Marta alguns moradores de rua, que depois almoçaram com ele no refeitório da Domus Santa Marta.

No ano em que completa 81 anos fica para a memória de Portugal a visita ao santuário de Fátima, na primeira peregrinação aniversária do Centenário, na qual canonizou Francisco e Jacinta Marto, os dois santos não mártires mais jovens da igreja universal.

“Com a canonização de Francisco e Jacinta, quis propor a toda a Igreja o seu exemplo de adesão a Cristo e de testemunho evangélico. Também quis propor a toda a Igreja que tome conta das crianças”, realçou o papa, um dia depois da sua peregrinação a Fátima, a 12 e 13 de maio.

Beatificados por João Paulo II, em Fátima, em 13 de maio de 2000, a canonização dos dois irmãos estava dependente da aprovação, pelo papa, de um “milagre” anunciado pela Santa Sé, a 23 de março. Francisco e Jacinta morreram ainda crianças, poucos anos depois de, com a sua prima Lúcia de Jesus (1907-2005), terem estado na origem do fenómeno de Fátima, registado entre maio e outubro de 1917.

Francisco foi o quatro papa a visitar Portugal, depois de Paulo VI (1967), João Paulo II (1982, 1991 e 2000) e Bento XVI (2010). A sua visita de menos de 24 horas implicou uma vasta operação de segurança, com milhares de operacionais envolvidos, assim como uma cobertura mediática com cerca de 1.500 profissionais da comunicação social de 27 países acreditados.

A visita gerou 21.733 notícias em todo o mundo, segundo um estudo da Cision, empresa especializada na monitorização e análise de ‘media’ sobre a cobertura deste acontecimento nos órgãos de comunicação portugueses e internacionais. Em Portugal, e quando contabilizadas todas as referências em televisão, rádio, imprensa e ‘media’ online, a visita papal gerou 4.297 notícias.

A propósito da visita foi concedida tolerância de ponto para os trabalhadores da função pública no dia 12 de maio, justificada com a importância do evento, o interesse dos portugueses em poderem estar presentes nas celebrações do Centenário das Aparições de Fátima e as contingências de segurança que revestem um acontecimento deste género, com impacto na mobilidade dos cidadãos.

A decisão foi ainda justificada com a “tradição já existente”, sedimentada na concessão de tolerância de ponto aquando das visitas a Portugal dos papas João Paulo II e Bento XVI.

Por razões de segurança, o controlo documental nas fronteiras aéreas, marítimas e terrestres foi reposto temporariamente entre as 00:00 do dia 10 e as 00:00 do dia 14 de maio.

Além de presidir às cerimónias do Centenário das Aparições e de canonização dos pastorinhos, o papa, que aterrou na Base Aérea de Monte Real, no concelho de Leiria, teve encontros com o Presidente da República e o primeiro-ministro, participou na bênção das velas e almoçou com os bispos portugueses.

O avião que transportou Francisco aterrou na Base Aérea de Monte Real às 16:20 de dia 12, onde o aguardava o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o primeiro-ministro, António Costa, e o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, além do núncio apostólico, Rino Passigato, do presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, Manuel Clemente, e do bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto.

Depois de visitar a capela da Base Aérea e de um encontro com o Presidente da República, o papa deslocou-se de helicóptero para Fátima.

A Capelinha das Aparições foi a primeira paragem do “peregrino” Francisco, que ofereceu a Rosa de Ouro ao santuário mariano. Foi a terceira vez que o Santuário da Cova da Iria recebeu esta distinção do Vaticano.

Nas intervenções que fez em Fátima, Francisco deixou apelos à paz e à concórdia e lembrou os excluídos da sociedade e todos os que sofrem em consequência dos conflitos em vários países do mundo.

Portugal foi o 28.º país a ser visitado pelo papa Francisco desde que foi eleito a 13 de março de 2013 no Vaticano e o segundo de língua portuguesa (esteve no Brasil no ano em que iniciou o pontificado).

(Com Vatican News/Lusa)