O Papa pediu hoje desculpa, após um desentendimento com uma peregrina que o puxou, inadvertidamente, na Praça de São Pedro, no último dia de 2019, pedindo que todos saibam viver “a paciência do amor”.

“O amor faz-nos pacientes e, tantas vezes, perdemos a paciência. Também eu. Peço desculpa pelo mau exemplo de ontem”, referiu, na recitação do ângelus na solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, desde a janela do apartamento pontifício.

Na tradicional visita ao presépio na Praça de São Pedro, no dia 31 de dezembro, Francisco passou vários minutos a cumprimentar e conversar brevemente com centenas de visitantes, mas mostrou-se visivelmente irritado quando uma das presentes o puxou, com força e de forma inadvertida, para tirar uma foto, chegando mesmo a bater-lhe na mão.

“Queridos irmãos, vamos descer dos pedestais de nosso orgulho – todos temos a tentação do orgulho – e pedir a bênção da Santa Mãe de Deus. A humilde Mãe de Deus. Ela mostra-nos Jesus, deixemo-nos abençoar, abramos o coração à sua bondade”, disse hoje o pontífice, perante milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro.

“Assim, o ano que começa será uma jornada de esperança e paz, não em palavras, mas através de gestos diários de diálogo, reconciliação e cuidado com a criação”, afirmou.

Francisco desejou que crentes e não crentes, todos “irmãos”, “nunca desistam de esperar um mundo de paz, a ser construído dia após dia”.

No 53.º Dia Mundial da Paz, este ano com o tema ‘A paz como caminho de esperança: diálogo, reconciliação e conversão ecológica’, o pontífice recordou que a celebração instituída por São Paulo VI quer promover “a oração, conscientização e responsabilidade” neste campo.

“Penso nos muitos voluntários que, em lugares onde a paz e a justiça estão ameaçadas, escolhem corajosamente estar presentes de forma não-violenta e desarmada, bem como no pessoal militar que atua em missões de paz, em muitas áreas de conflito”, declarou.

A intervenção evocou todos os que “são oprimidos pelo jugo da escravidão, moral e material”, as pessoas que perderam a autoestima, as vítimas da “injustiça e exploração”, além dos que “estão gravemente doentes e se sentem abandonados e desanimados” e os presos.

“Contemplando o presépio, vemos, com os olhos da fé, o mundo renovado, livre do domínio do mal e colocado sob o senhorio real de Cristo, a Criança que jaz na manjedoura. É por isso que hoje a Mãe de Deus nos abençoa, mostrando-nos o Filho”, referiu o Papa.

(Com Ecclesia)