Francisco fez primeira aparição pública após viagem ao Equador, Bolívia e Paraguai

O Papa Francisco fez hoje a sua primeira aparição pública após a viagem ao Equador, Bolívia e Paraguai, concluída esta segunda-feira, e recordou as “potencialidades” e “graves problemas” da América Latina.

“O continente latino-americano tem grandes potencialidades humanas e espirituais, guarda valores cristãos profundamente enraizados, mas vive também graves problemas sociais e económicos”, advertiu, perante milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, para a recitação do ângelus.

Falando numa “inesquecível viagem apostólica”, o Papa sustentou que a Igreja está determinada em “mobilizar as forças espirituais e morais das suas comunidades”, para solucionar os problemas das populações, colaborando com toda a sociedade.

Francisco agradeceu o acolhimento “caloroso e afetuoso” que recebeu na sua segunda viagem à América Latina, onde este entre os dias 5 e 12 deste mês, tendo chegado a Roma ao início da tarde de segunda-feira, após percorrer cerca de 25 mil quilómetros.

“Louvei o Senhor pelas maravilhas que operou no Povo de Deus em caminho naquelas terras, pela fé que animou e anima as suas vidas e a sua cultura. Louvamo-lo também pelas belezas naturais com que enriqueceu estes países”, acrescentou.

O pontífice argentino referiu que, ao longo dos oito dias passados no Equador, Bolívia e Paraguai, convidou todos os que o acompanharam a enfrentar “os grandes desafios do anúncio do Evangelho” com o olhar em “Cristo Senhor”, para encontrarem “a graça que salva e que dá força ao compromisso do testemunho cristão”.

“Que a forte religiosidade destas populações possa sempre ser testemunho fiel do Evangelho”, acrescentou.

Francisco confiou a América Latina “à materna intercessão da Virgem Maria”.

A tradicional catequese abordou a misericórdia de Jesus, capaz de “ver, ter compaixão, ensinar”.

“O seu olhar não é o de um sociólogo ou de um repórter fotográfico, porque Ele olha sempre com os olhos do coração. Estes dois verbos, ver e ter compaixão, configuram Jesus como Bom Pastor”, precisou.

CR/Ecclesia