Paróquia do Faial assinala assim o Dia Mundial do Doente

A paróquia de Pedro Miguel, na ilha do Faial, vai celebrar na próxima quarta feira, dia 11 de fevereiro, a festa de Nossa Senhora de Lourdes, que a igreja celebra desde 1992 como o Dia Mundial do Doente.

De acordo com uma nota enviada ao Sítio Igreja Açores, a festa começa com a reza do terço, às 18h30, seguindo-se uma Eucaristia e, logo depois, a projeção de um filme sobre Nossa Senhora de Lourdes, no Centro Paroquial Nossa Senhora da Ajuda.

Neste dia, a igreja católica celebra também o Dia Mundial do Doente, instituído pelo Papa João Paulo II.

Este ano, Francisco, na mensagem destinada aos doentes, denuncia  a «grande mentira» por detrás da expressão «qualidade de vida». Francisco sai em defesa dos direitos dos doentes e elogia quem se dedica a eles de forma incondicional.

“Que grande mentira se esconde por trás de certas expressões que insistem muito sobre a «qualidade da vida» para fazer crer que as vidas gravemente afetadas pela doença não mereceriam ser vividas”, escreve, no texto divulgado hoje no Vaticano.

O 23.º Dia Mundial do Doente tem com tema «Sapientia cordis [sabedoria do coração]. “Eu era os olhos do cego e servia de pés para o coxo” (Job 29, 15)»

Segundo o Papa, a experiência do sofrimento pode tornar-se “lugar privilegiado da transmissão da graça e fonte para adquirir e fortalecer a «sapientia cordis»”, mesmo quando a doença, a solidão e a incapacidade “levam a melhor”.

“Sabedoria do coração é servir o irmão” e “sair de si ao encontro do irmão”, sublinha Francisco, recordando os cristãos que dão testemunho com “a sua vida radicada numa fé genuína” e as pessoas que “permanecem junto dos doentes que precisam de assistência contínua, de ajuda para se lavar, vestir e alimentar”.

“Sabedoria do coração é estar com o irmão. O tempo gasto junto do doente é um tempo santo”, acrescenta.

A mensagem realça o valor do acompanhamento, “muitas vezes silencioso”, que leva a dedicar tempo aos doentes, os quais se sentem assim “mais amados e confortados”.

“Às vezes, o nosso mundo esquece o valor especial que tem o tempo gasto à cabeceira do doente, porque, obcecados pela rapidez, pelo frenesim do fazer e do produzir, se esquece da dimensão da gratuidade, do prestar cuidados, do encarregar-se do outro”, lamenta o Papa.

O texto reafirma a “absoluta prioridade da ‘saída de si próprio para o irmão’”, como um dos dois mandamentos principais que “fundamentam toda a norma moral”.

Na sua reflexão sobre a ‘sabedoria do coração’, Francisco defende a necessidade de “ser solidário com o irmão, sem o julgar” e pede “tempo para cuidar dos doentes e tempo para os visitar”.

“A verdadeira caridade é partilha que não julga, que não tem a pretensão de converter o outro”, prossegue.

O Papa observa que “também as pessoas imersas no mistério do sofrimento e da dor” se podem tornar “testemunhas vivas duma fé que permite abraçar o próprio sofrimento”.

A mensagem para o Dia Mundial do Doente de 2015 conclui-se com uma oração de Francisco à Virgem Maria.

“Ó Maria, Sede da Sabedoria, intercedei como nossa Mãe por todos os doentes e quantos cuidam deles. Fazei que possamos, no serviço ao próximo sofredor e através da própria experiência do sofrimento, acolher e fazer crescer em nós a verdadeira sabedoria do coração”, escreve o Papa.