Peregrinação promovida pelo Serviço Diocesano da Pastoral da Mobilidade Humana  “correu como previsto”

O Serviço Diocesano para a Mobilidade Humana nos Açores organizou uma peregrinação à Terra Santa, desta vez juntando  35 peregrinos açorianos e continentais, guiados pelo Cónego Jacinto Bento, que no final da visita estavam satisfeitos com o percurso e a experiência de espiritualidade na terra onde nasceu Jesus, informa uma nota enviada ao Igreja Açores.

“Foi um encontro de devoção, de conversão, com a Palavra, onde ela foi escrita, com a Eucaristia e com Cristo” refere a nota sublinhando “as oportunidades únicas” de participar numa missa com a comunidade local de Belém, em árabe, no dia da Festa da Apresentação do Senhor.

O grupo foi recebido no Patriarcado Latino de Jerusalém, numa receção feita pelo bispo que apresentou os problemas da comunidade cristã naquela zona do globo, que é cada vez mais reduzida. De acordo com a nota, o bispo terá feito uma resenha do trabalho desenvolvido pelos cristãos que passa por uma aposta na formação dos jovens, desde tenra idade, ainda nos infantários, passando pelas escolas secundárias e pela própria Universidades. O objetivo será fixar jovens na Terra Santa, um projecto que conta com o empenho da Santa Sé e de várias conferências episcopais.

“Os peregrinos vêm encantados com o que viram, ouviram e sentiram” refere a nota pois de alguma forma “tocaram a eternidade”.

O grupo teve ainda uma audiência “muito especial” na Custódia da Terra Santa, que tem resgatado e conservado os lugares mais emblemáticos.

“Todas as peregrinações são belas e diferentes mas esta teve uma vivência espiritual extraordinária” para o que contribuíram os três sacerdotes peregrinos que integravam o grupo, “a entreajuda dos peregrinos e a visita aos lugares santos”.

Os 35 peregrinos- 19 açorianos e 16 continentais-, percorreram o tradicional “itinerário clássico”: Costa Mediterrânica (Jope, Cesareia Marítima, Monte Carmelo, Caná),  cidades ao redor do Mar da Galileia (Tiberíades, Magdala, Tabgha, Primado, Monte das Bem-aventuranças, Cafarnaum, Monte Tabor e Jordão), Nazaré, Jericó, Mar Morto, Qumran, Belém, Ain Karén e subida a Jerusalém, que no dizer de São João Paulo II “para nós cristãos representa a confluência geográfica da união entre Deus e os homens, entre a eternidade e a história”.

Na cidade Santa seguiram os últimos passos de Cristo, descendo o Monte das Oliveiras, passando pelo Monte Sião, fazendo a via sacra na Via Dolorosa, com inicio nos santuários da Condenação e Flagelação até à Basílica do Santo Sepulcro, “Templo da Ressurreição”, que abriga o Calvário e o Túmulo vazio de Cristo.

De acordo com a nota, os peregrinos deixaram os donativos angariados pela Associação Amigos da Terra Santa (Associação com personalidade jurídica, que tem como objetivos divulgar a Terra Santa e angariar fundos para os cristãos mais necessitados da Igreja Mãe de Jerusalém), aprovada por Dom João Lavrador em 7 de fevereiro de 2017.

Para além do programa e pela primeira vez, nas peregrinações organizadas por este serviço, no último dia, os peregrinos passaram em Deir Rafat, onde se situa o Santuário de Nossa Senhora Rainha da Palestina para celebrar a última missa da peregrinação. Nesta visita os peregrinos tiveram oportunidade de encontrar o Mosteiro fundado em 1927, pelo Patriarca Latino Luigi Barlassina e de contactarem com as religiosas, que o administram e regem uma casa de hóspedes e um centro de retiros. A fachada da igreja do convento ostenta a inscrição latina: “Regina Palaestinae”. A Rainha da Palestina tem uma imagem de 6 metros da Virgem Maria e o tecto da igreja é decorado com uma pintura mostrando os anjos carregando estandartes com as primeiras palavras da oração Ave-maria em 280 idiomas.